Como prometido, aqui estão os comentários do programa de quarta-feira, que deixei gravando devido ao Projeto 13.
As audições, dessa vez, foram em Curitiba. Começamos com José Marinaldo, vulgo JM Black. Legal. Acho que foi o primeiro cantor brasileiro a ter a idéia de colocar "black" no nome. Veio com uma versão de Codinome Beija-Flor que deve ter feito Cazuza se revirar no túmulo. O cara entrou na audição com o celular ligado (e que tocou na hora). Só por isso já mereceu ser reprovado. Saiu dando showzinho, revoltado e colocando a culpa de sua incompetência nos jurados, na cidade, menos em si próprio...
Fabiana Alves, vulgo Bia, veio com uma música da Liah. Pelo menos foi original. Cantora bem limitadinha. Primeiro candidato repetente, Rubens Daniel (pelo que eu me lembre, eu gostava dele) veio de Wilson Sideral. Ele começou num tom baixo e semitonando, com um timbre meio esquisito. Foi reprovado por unanimidade.
Juliano Scopel contou que canta em festivais. Isso é perigoso. Pelo que eu conheço do "gosto" dos festivais, muito comuns no sul do Brasil, as interpretações fazem Ricky Vallen parece um cantor intimista. Já começou com uma "batatinha quando nasce" básica, se abraçando todo ao cantar "pode me abraçar sem medo". Ele é afinado, mas tende a sustentar demais as notas. Paula gostou. Calainho adorou, e Marco aprovou tacitamente.
Douglas Ramalho veio de D'Black até que direitinho, mas o que ele fez muito bem foi dançar break. Todos os jurados adoraram a dança, mas reprovaram o cantor. Aí mostraram vários candidatos dançando, sem a qualidade do Douglas.
Alexandre Luz disse que cantava sem parar quando criança a ponto de ser mandado a uma psicóloga. Veio de canto lírico e, ao invés de cantar algo, se limitou a sustentar um agudo por vários segundos. Vai cantar Galopeira, rapaz! Aí mostraram que muitos candidatos vieram cantando a mesmíssima música do Jorge Vercillo: Final Feliz. Acho que eles esperavam que o nome desse sorte...
A mãe de Adriely Gomes apareceu dizendo que ela, desde criança, queria ser atriz. Então está fazendo o que no Ídolos? Surpreendentemente, ela canta bem! Aprovada por unanimidade. Ítalo Nalyson veio de Ed Motta. Não gostei do modo dele cantar, embora ele seja afinado. Calainho gostou, Marco detestou. Paula concordou com Marco que faltou humildade, mas aprovou.
Giovanny Taborda já foi professor de axé e gogo-boy. Pelo menos esse não vai cair quando descobrirem seu passado, como ocorreu nos EUA com um candidato. O mundo perdeu talvez um ótimo gogo-boy para ganhar um cantor muito esquisito. Reprovado por unanimidade. Aí tivemos uma sequência de candidatos horríveis.
Sandra Gonçalves é cantora e compositora. Diz que compõe as coisas mais lindas e que não quis gravar CD porque achou que tinha que amadurecer. Falou que nasceu pra cantar ópera e veio com uma música que mais parecia performance de stripper. Essa vai dar um video recordista de visualizações no Youtube.
Helen Bittencourt tem um timbre bonito, embora respire muito mal. Aprovada por todos. Sequência de candidatos cantando sertanejo, como se isso, por si só fosse algo engraçado ou inadequado. Marcio Ribeiro veio de sertanejo universitário e aí sim foi aprovado por Marco e Calainho. Marco chegou a dizer que "sertanejo era isso aí". Ou seja, o estilo foi criado há menos de 5 anos. Eita programinha preconceituoso...
Segundo dia de audições. Evelyn Freitas veio de Rita Lee. Não gostei muito da voz dela, com umas escorregadas na afinação no final das frases. Paula não gostou, Marco gostou e Calainho também.
Everton Dias disse que Deus deu um dom pra ele. Deram a ele o privilégio de se apresentar tocando um cavaquinho. Acho essas coisas de um poder e outro não, uma forma de privilegiar uns e prejudicar outros. Ou todos nos locupletamos ou restaure-se a moralidade! Ele semitona bastante, o que no pagode não é crime inafiançável. Calainho aprovou, Paula idem. Marco aprovou e mandou afinar o cavaquinho (e a voz?).
Nadia Kelly impressiona pelo visual. Já foi modelo até. Ah, que palhaçada! Imitando descaradamente o American Idol onde uma candidata foi às audições de biquini, arrumaram uma clone tupiniquim. Vamos ver o que irá acontecer na semana que vem.
Ah, sobre o comentário de um dos leitores de que, esse ano, os classificados parecem ser melhores que ano passado, fiquem tranquilos. Na etapa do teatro a produção arruma música do Seu Jorge, da Claudia Leite, um Funk Carioca, etc e arrasa com qualquer cantor melhorzinho...
Continuando com as audições, ainda em Sampa. Logo começamos sabendo que Pedrinho Black agora faz parte do Art Popular. Já notaram que esses participantes de reality ciscam, ciscam e acabam no pagode? Quase todos do ex-Broz agora estão no pagode também...
Thais Bonizzi veio com uma música que NUNCA foi cantada num concurso de calouros: O Bêbado e o Equilibrista. Muito bonita e com um decote bastante generoso. Porém semitonando bastante. Paula aprovou. Calainho disse que ela poderia crescer e aprovou. Marco aprovou também. E começa o "estilo ídolos de ser" onde visual e estilo valem mais que a voz.
Aí tivemos uma sequência de cantores "animados demais". Luis Guarany veio todo estiloso (esperto ele, pois sabe que isso vale mais do que cantar), mas cantando mal demais para ser aprovado só baseado no visual. Rafael Oliveira tem um grupo de pagode. Que bom, assim já tem o que fazer caso não passe (e caso passe, veja o que escrevi no começo).
Novamente ouvimos o carioca Calainho mais uma vez reclamando que a qualidade dos cantores de Sampa estava aquém do esperado para a diversidade cultural da cidade. Que nada rapaz! Talvez você esteja sentindo falta do funk carioca. Ou talvez os paulistas já tenham manjado o tipo de cantor que o Ídolos quer. Isso não é demérito para São Paulo. É mérito...
Fernando Munhoz veio cantando o meu xará Manieri. Mudou a melodia de forma inadequada e não sabe fazer melismas de qualidade. Reprovado unanimidade.
Suzy da Paula (embora o programa tenha colocado Suzane Barbosa) é de Praia Grande e canta numa churrascaria. Veio de Ivete. Marco fez algo certo. Ao ver que Ivete não tava bom, perguntou o que ela cantava na churrascaria e era sertanejo. Pediu pra ela cantar algo nesse gênero e a apresentação melhorou muito. Marco aprovou. Calainho reclamou do figurino (rocker) mas aprovou. Paula elogiou a beleza e o corpo sarado e aprovou.
Ana Luiza Guimarães é enfermeira e canta em barzinhos nos finais de semana. Entrou nervosíssima. Belo timbre, mas nervosíssima, respirando mal. Paula mandou parar e acalmar. Ela melhorou embora ainda respirando ansiosamente. Paula gostou e aprovou. Calainho disse que espera mais. Marco deu 30 segundos para ela cantar algo que o mudasse de opinião. Ela cantou mais nervosa ainda, o que fez Marco definir como "não". Ano que vem, toma um calmante antes de entrar na sala menina!
Cleber Monteiro disse que é modelo e ator e começou a estudar canto. Veio de D'Black e precisa estudar MUITO mais. Ana Cristina Lazarotto é paulistana, mas mora no Mato Grosso muitos anos. Deve morar é no mato mesmo, porque disse que nunca tinha andado em escada rolante e elevador na vida. Mato Grosso não é tão atrasado assim. Achei meio fake essa brejeirice toda. Inclusive entrou na sala parecendo a Tia Anastácia e com um sotaque caipira que não tinha na entrevista. Será que estou ficando meio descrente demais? Veio de Flávio Venturini modificando a melodia e respirando mal. Marco criticou a mudança da melodia e todos deram "não". Aí tivemos uma sequência de candidatas com o Marco babando em cima delas.
Priscilla Borges é da minha querida São Vicente (estarei lá esse final de semana) e trabalha com música eletrônica, chegando a ter uma música tocada na Europa e Austrália. Veio de Sandra de Sá, num tom um pouco alto para o meu gosto. Afinada, mas nervosíssima. Timbre legal. Marco aprovou. Paula disse que de todos que cantaram essa música nas audições ela foi a melhor e elogiou o timbre. Calainho gostou da segurança e achou maravilhosa a apresentação.
Roxana Menezes não é minha parente. Ela tem futuro, com uma potência vocal boa, mas precisa melhorar a interpretação e a afinação que escorregou bastante. Malco Boschi veio com uma historinha triste de vida, que esses programas adoram. Veio de Roupa Nova também num tom altíssimo. Paula pediu para baixar o tom, mas ele não baixou muito não. Ele é muito afinado e tem uma potência vocal. Cantou uma segunda música onde conseguiu mostrar que sabe cantar suave também. Marco e Paula aprovaram. Calainho não gostou. Marco novamente falou algo muito importante. Sobre a necessidade de um artista ouvir o que as pessoas que querem ajudá-lo falam. Isso é tão raro...
Suelen Domingues veio com um visual um pouco over para o meu gosto. Mas foi o vocal que a levou a ser reprovada por unanimidade. Tamires Moreira (Tata) disse que é simpática e que esse é o seu segredo para conquistar os jurados. Fala com uma voz de criança e canta como uma. Reprovada por todos.
Maxwell R. das Dores é dono de um salão de beleza e o sonho de seu pai é que ele seja cantor. Não deveria ser o sonho DELe? Tem pinta de modelo ou ator. Já começou falando que sabe que sua dicção não é boa, mas está há um ano fazendo fono pra melhorar. Estranho que na entrevista não estava com a dicção tão ruim assim. Talvez o nervosismo. Veio de Ney. Esse cara deve ter feito isso para divulgar o salão dele. Ele é um péssimo cantor? Não. Mas ainda falta muito para concretizar o sonho do pai. Reprovado por todos.
Leonardo Chamorro foi o primeiro candidato a cantar rock. Já deu pra ver que os rockers estão abandonando o Ídolos ao ver que ali não terão vez. O cara berrou como um alucinado e foi reprovado por unanimidade.
Victoria Lucato tem um visual neo-hippie e fala numa caaaaaalllllmmaaaa irritante até. Depois de dizer que o jazz e o blues são a sua praia, veio de Adoniran Barbosa! Tem um timbre bonito e uma interpretação meio morninha. Foi aprovada por unanimidade.
Mayara Magalhães, Diego Vale e Ana Demarchi foram mostrados cantando sem comentários dos jurados. Os dois primeiros foram muito bem, a Ana foi só legal. Todos aprovados.
Julio C. de Souza canta na noite e na igreja. Veio com um timbre bem black, o que não temos muito em cantores masculinos no Brazil (aqui até os cantores cantam como as cantoras black americanas). Aprovado com ressalvas por todos. Como em todos os Idols, mostraram uma renca de pessoas sendo aprovadas sem que a gente ouvisse as audições.
E com isso, terminamos o programa. Só avisando que os comentários do programa de amanhã só serão postados no domingo devido a compromissos pessoais meus.
Bem, após deixar bem claro que se trata de spoiler, vou postar aqui um video que "vazou" (já explico as aspas) de uma gravação do QST de uma menina de 11 anos cantando "I dreamed a dream" do musical "Les Miserables". As comparações com Susan Boyle são óbvias por causa da música. Mas lembremos que se trate de uma menina, com um inglês não tão bom e que não temos aqui uma tradição suficiente para que ela possa fazer algum sucesso nacional. Mas é reconfortante ver que ainda temos jovens que se interessam por uma boa música...
Agora, pessoal. Eu não nasci ontem. Como é que vaza um video que está editado, com traveling de camera de grua e tudo? Não se trata de um video amador que alguém fez num celular da platéia. Isso tá muito estranho...
A segunda temporada de ÍDOLOS na RECORD obteve a melhor média de audiência do formato no Brasil. A atração registrou 13 pontos de média, pico de 19 e share de 25%, consolidando o segundo lugar isolado em sua faixa de exibição, das 23h às 23h55. O índice foi 14% maior que a estreia da edição anterior de ÍDOLOS na RECORD, que consolidou 11 pontos de média e 21% de share, em 19 de agosto de 2008.
Culpa do SBT, que abriu mão do vitorioso Astros em favor de um programa que, pode começar a fazer água em breve, quando o público se cansar dos números circenses. Sei não...
Continuando com as audições de Fortaleza. Começamos com Marcos Duarte, que já havia sido mostrado ontem. Trabalhador da zona rural, veio obviamente de sertanejo. Embora sua voz seja muito parecida com a do Zezé, não achei que ele imita e sim que tem a voz parecida mesmo. É muito afinado. Paula aprovou. Calainho achou que falta algo ainda. Marco decidiu a favor dele.
Davi Fernandes tem um visual rocker, mas veio com uma música própria que é uma das coisas mais toscas que já foram criadas. Calainho e Paula gostaram da composição!!! Marcio Braga veio de Alcione. Achei que ele é afinado, mas os jurados não gostaram do estilo e Calainho ainda disse que ele não cantava nada...
Em seguiram mostraram vários casos onde Marco e Calainho discordavam radicalmente. Não é incrível que dois produtores possam dizer do mesmo candidato "você é ótimo" e "você é péssimo". Marcelo Holanda veio desafinadíssimo a capella e Calainho ainda pediu pra ele cantar tocando violão, deixando Marco furioso. Concordo com ele. Se todos têm que vir a capella, por que um dos candidatos iria ter privilégios? No final, o Marcelo acabou sendo reprovado pelo Marco e pelo Calainho, que não segurou a barra de protegê-lo.
Livia Mendonça disse que começou a cantar por causa do programa. Ela tem um timbre raro, que lembra Bethania e Selma Reis. Foi aprovada por unanimidade. Nisso ocorreu a maior surpresa de todos os programas ìdolos que eu já assisti na minha vida! A mãe da Livia comenta que esperava que ela ficasse famosa pelo canto e não por sua opção sexual. Pensei "a mãe não precisava contar que a filha é lésbica, né?". Foi quando a gente fica sabendo que Livia é HOMEM!! Que se trata de um travesti! Eu NUNCA teria advinhado e a cara do Rodrigo Faro mostra que ele também não...
Carlos Clementino quis mudar tanto a melodia que transformou a música numa tortura. Pior foi ver que ele só notou que iria ser reprovado no final. Despedimo-nos do Ceará e vamos pra minha Sampa (já estou sentindo saudades).
Marcos Paulo Gomes veio de Manaus pras audições de São Paulo. Se tivesse audição em Belém, ele não precisaria disso. Tem um timbre legal e foi aprovado somente pela Paula. Camila Leme veio de Ivete. Calainho achou que ele ainda estava dormindo. Paula achou que não combinou a timidez dela com a animação da música. Marco foi um pouco grosseiro. Perguntou se o pai dela cantava bem e, ao ouvir que sim, disse que ela puxou o gene da mãe. Nisso, Paula pede pra chamar o cara de Manaus de novo. Achei o lance meio fake. Rodrigo Faro saiu procurando e o achou já na rua (como se não existisse pessoal da produção). Calainho continuou dando não, mas Marco mudou e ele foi aprovado.
Jean Borges é um porteiro desempregado e canta muito mal. Reprovado por unanimidade. Bárbara Amorim também veio de Ivete. Muito nervosa, cantou direitinho, mas sem naturalidade. Deram uma segunda chance e melhorou bem. Aprovada por unanimidade.
Luis Fernando é um emo que disse que participou ao American Idol esse ano e teria passado e desistido. Marco disse que ele ou era mentiroso ou era louco. Já começou desafinado na primeira frase. Foi reprovado por todos e saiu nervosinho.
Aí mostraram os jurados reclamando que São Paulo tinha uma diversidade cultural imensa, um monte de gente com talento e que não aparecia ninguém talentoso nas audições. E eu respondo por que: porque as pessoas de talento estão manjando qual é a do Ídolos.
Saulo que foi da edição passada, e era gago, voltou. Disse que cresceu muito nesse período. Pelo menos em termos musculares deu pra notar. Eu já gostava dele no ano passado, esse ano está realmente melhor. Timbre diferente, afinado e com um visual que tem tudo pra fazer sucesso.
Assim, terminamos o segundo programa. Quem perdeu e quiser ver videos, descobri que o site Terra tem:
Estréia da nova temporada, usando a audiência em alta de outro reality, "A Fazenda".
Começamos ao som de Carmina Burana, o que não deixa de ser irônico num programa onde a qualidade das músicas cantadas deixa sempre a desejar. Enquanto isso vemos cenas de finais de vários Idols ao redor do mundo, até mostrar a final do ano passado. Curiosamente, as duas finais dos tempos do SBT não foram mostradas.
Esse ano pelo menos colocaram Fortaleza, porque ano passado o Brasil ficava abaixo da linha que passa por Brasilia, mas ainda acho muito estranho não ter Belém e Salvador entre as cidades. Afinal a Bahia "quase" que não nos deu nenhum cantor famoso não é?? De novidades temos o cabelo da Paula Lima que está ainda maior que ano passado. Margie Simpson que se cuide...
Logo em seguida temos os jurados falando um monte de abobrinhas. Que um ídolo tem que ser único, etc. Até parece que não conhecem os inúmeros casos brasileiros de cantores que estão famosos justamente por imitarem outros.
Começamos com Fortaleza. Giselle Lima a.k.a. Giza Moraes diz que é compositora, dançarina e cantora profissional. Está na música desde os 6 anos. Veio com a música mais chata da MPB: Olhos Coloridos. Meu Deus! Ela só pode estar brincando. Desafinadíssima!! Disse, toda orgulhosa, que é autodidata. Marco Camargo começou o ano um pouco grosseiro, perguntando o que é ser autodidata. Ela respondeu que era uma pessoa que já nasce com talento (o que está errado) e ele respondeu, na lata, que era o imbecil por conta própria. Ela não gostou e saiu com uma tromba.
Mas isso eu venho falando aqui há anos. Os cantores brasileiros ADORAM dizer que nunca estudaram canto, que nunca tiveram uma aula sequer. Eu vou começar a dizer aos meus pacientes que sou autodidata na medicina pra ver se eles vão gostar...
Logo em seguida mostraram uma série de críticas pesadas feitas pelo Marco, só que acho problemático você ouvir essas críticas sem ter ouvido o que o cantar fez. Pode ser uma crítica correta ou pura besteira.
Ticiano Caetano disse que tem uma coisa solta e muito grande dentro dele. Como é que é?? Disse que viria de pagode, mas veio foi meio cover do Xanddy. Eliminado...
Logo em seguida tivemos uma série de cantores ruins.
Phelipe Silva já foi apresentado como canditado a galã da temporada. Canta bem, respirando um pouco mal e com um gestual meio ruim. Calainho disse que ele obviamente não está preparado vocalmente para ganhar, mas pode vir a melhorar, já que tem outros atributos para fazer sucesso. Aprovado por unanimidade.
Sequência de candidatos esquecendo a letra. Francisco G. Silva diz que até os 14 anos já tinha uma voz incrível. Isso porque ele não falou da modéstia dele. Foi incapaz de lembrar da letra da música e o pouco que cantou mostrou que, desde os 14 anos ele deve ter ficado surdo...
Oba, gêmeas! Mexendo com o imaginários sensual do povo. Marina e Manuela Rodrigues. Cantam bem, fazem uma ótima harmonia. Deviam procurar trabalhar em musicais. Se uma fica doente, a outra canta no lugar. Deram uma desafinada no agudo final. Calainho pediu pra cantarem em português e separadas. Lá veio o "Bêbado e o Equilibrista". Acho que é a primeira vez que eu ouço essa música num concurso... Já Marina veio com algo mais original. E não é que as duas cantam bem? Mas esse lance de gêmeas precisava ser explorado. Imagina uma dupla de gêmeas bonitas cantando? Não tem isso no mercado atual. Deviam ter ido ao Astros, não ao Ídolos...
Carlos A. de Lima só canta com a mão na boca como se estivesse segurando um microfone. Pelo menos eu espero que seja um microfone que ele acha que está segurando. Esse vai ser um dos hits do Youtube...
Uma sequência de cantores achando que estão cantando em inglês, mas nem chegando ao enrolation.
Maria Josivania toca vários instrumentos e é outra que se orgulha de nunca ter estudado música. Aqui faço uma pausa. Se um dia, quando criança, eu pegasse um instrumento e começasse a tocar sozinho, mostrando um talento nato, sabe o que eu faria?? Eu iria ESTUDAR pra potencializar ainda mais esse meu talento. Esse povo acha lindo dizer que escolheu ser um músico na vida, mas a única coisa que deveria ter estudado para isso eles não estudaram. O mais engraçado é ouvir que ela sonha em ensinar tudo que aprendeu. Ensinar pra quem? Porque set todos forem seguir o exemplo dela, nunca terão aulas. Vamos à menina, então. Ela é simpática, semitona um pouco, mas talvez venha a melhorar. Marco aprovou, Calainho achou que não tava pronta. Paula aprovou.
Romero trabalha com música na noite de Fortaleza. Chegou chegando, cantando um samba, mas na audição veio de Roberto Carlos numa roupagem de Jota Quest. Calainho pediu pra ele pegar o cavaquinho (não é trocadilho). Aí ele foi de samba, onde é a praia dele mesmo. Esse cara vai acabar sendo convidado por algum grupo de pagode. Foi aprovado por todos.
Natalia Moraes trabalha cantando em eventos há 5 anos. Não sei por que ela veio vestida de Bela, a Feia. Uma boa produzida lhe cairia bem. Canta legal, mas sem presença de palco. Na segunda música, mostrou um falsete muito bom. Marco aprovou, Calainho reprovou e Paula decidiu a favor dela.
No final, mostraram Marco se declarando decepcionado com o primeiro dia de Fortaleza, Calainho sentindo falta de cantor de forró e Paula também decepcionada.
Avenida Q, o musical que está há 6 anos na Broadway e 3 no East End londrino, acaba de estrear em São Paulo, após uma temporada de sucesso no Rio. Mais um fruto da dupla Charlles Möeller e Claudio Botelho, o musical tem bonecos no estilo Vila Sesamo, cantando. Mas não esperem uma temática infantil. O texto é bastante irreverente e o humor chega a resvalar o humor negro.
Observem que até o tipo fisico e roupas dos manipulares foi reproduzido na versão brasileira.
AVENIDA Q
Quando: a partir de amanhã; qui. a sáb. às 21h, dom., às 19h; até 1º/11 Onde: teatro Procópio Ferreira (r. Augusta, 2.823, tel. 0/xx/11/ 3083-4475) Quanto: de R$ 70 a R$ 90 Classificação: 14 anos
Tudo bem... Não tem muito a ver com o Blog, a não ser a belíssima música de Vivaldi das 4 Estações (meu concerto favorito é o Inverno). Mas achei esse video tão inspirador para mim que penso que outras pessoas podem também gostar. Para quem tem medo de enfrentar desafios, veja esse video:
Estou postando sobre essa série antes mesmo de saber se é boa, mas achei a temática tão legal que estou apresentando. Quem tem TV paga e pega a FOX, dê uma conferida na estréia do seriado GLEE.
A idéia é velha. Você pega um tema sério que fez ou faz sucesso e faz uma versão escrachada dele. Já fizeram isso com SOS Malibu, Plantão Médico, etc. Por que não fazer com a onda High School Musical?? É isso que essa série pretende.
Um professor de High School assume um clube de Glee (uma forma de música coral tipicamente inglesa para vozes masculinas sem acompanhamento, muito popular no século XIX.) praticamente desativado e logo agrupa uma coleção de tipos rejeitados. Pelo que tenho lido, tem muita música legal, a maioria vinda da década de 80, inclusive Journey e Speedwagon. Críticos acham que a série só durará uma temporada, mas eu sei que esse tipo de temática tem dois caminhos: ou cai no esquecimento (como a sátira de SOS Malibu) ou vira um cult (como Scrubs).
A quarta temporada do programa Ídolos, segunda exibida pela Record, estréia no próximo dia 18, as 23:00 hs, aproveitando o sucesso de outro reality, "A Fazenda".
Com o recorde de mais de 37 mil inscrições, segundo divulgado pela produção do programa, o reality musical mantém os jurados da primeira edição, Paula Lima, Marco Camargo e Luiz Calainho e o apresentador Rodrigo Faro.
A disputa para descobrir quem é o "novo ídolo" do Brasil foi dividida novamente em cinco fases: audições, teatro, workshop, concertos e a final. Na etapa de audições, que teve início em abril deste ano, os jurados percorreram as cidades de Curitiba, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo (curiosamente, excluiram Salvador novamente) ouvindo os candidatos, que foram avaliados por uma única apresentação à capela na frente dos jurados. Os melhores se classificam para a próxima fase, do teatro.
Neste ano, segundo a produção do programa, a fase do teatro será mais difícil e terá provas inéditas. A etapa seguinte, dos workshops, começa a contar com a participação do público, já que os jurados avaliam os cantores, mas o telespectador é quem decide quem continua na competição.
O vencedor, como na edição anterior, ganha um contrato com uma gravadora para o lançamento de seu primeiro álbum profissional e o apoio de um empresário para a construção de sua nova carreira.
Só que ninguém comentou que o vencedor do ano passado. Rafael Barreto, levou quase um ano para lançar seu CD, não está tendo grande divulgação por parte da Record, enquanto os cinco candidatos que formam o "Top 5" (e que não eram do Top 5 do concurso) aparecem em quase todos os programas da Record, foram lançados antes do Rafael e até música tema de novela tiveram. Ou seja, quem estiver concorrendo esse ano, tem que torcer pra... PERDER.
NATHALIA SIQUEIRA PARTICIPA DE QUADRO NO SUPER POP
A cantora country Nathalia Siqueira, ganhadora do concurso Countrystar, participou ontem de um quadro no programa de Luciana Gimenez, Super Pop. Gravei o programa todo, mas só postei a parte em que ela canta, já que não gosto muito desses quadros onde se chama uma pessoa para fazer algo que ela não faz bem. Sei que é um modismo atualmente: chama-se uma bailarina para pular de para-quedas, um atleta para cantar, um cantor para patinar e assim vai. Acho isso um desperdício de talento. A pessoa é especialista em algo e é chamada para fazer tudo menos aquilo que ela é especialista. Se bem que, os outros participantes eram um ex-BBB e uma garota que foi eliminada num reality show, ou seja, não são especialistas em nada...
Como eu já havia noticiado anteriormente, está correndo um novo concurso de canto, chamado "Vozes Gospel" sob patrocínio da Line Records. Esse concurso mistura elementos de diversos formatos já existentes, mas traz uma inovação que é o foco na música gospel. Não podemos negar que, com exceção do "Astros" e algumas épocas do PRG, os concursos de canto que temos na TV têm uma tendência a discriminar o cantor gospel. Discrimina-se as composições, mas acima de tudo, discrimina-se o modo de cantar gospel, cheio de melismas e inversões melódicas. Essa discriminação acabou por atingir cantores de black/soul por terem também os mesmos costumes dos cantores gospel. Foi assim que tivemos que ouvir Samuel Rosa, que não está em posição de orientar cantor nenhum, aconselhando Shirley Carvalho a diminuir os melismas ao cantar. Só faltou pedir pra desafinar...
Com o "Vozes..." isso não mais ocorrerá. O que me preocupa é se não ocorrerá justamente o contrário e cantores que não praticam esse tipo de estilo de canto serão discriminados com orientações do tipo "faltou emoção" ou "cantou retinho demais".
O site do concurso (http://vozesgospel.ogalileo.com.br/) já traz notícias e videos de concorrentes. Decidi comentar sobre alguns. Antes disso vou comentar outra coisa.
Constatei que para votar num video, era necessário se cadastrar no site, criar uma senha, etc. Como nos tempos do Fórum do PRG. Fui lá me cadastrar e, para meu espanto, um dos ítens obrigatórios a serem respondidos é a religião, ou melhor a denominação, pois parece que os organizadores acreditam que somente evangélicos irão se interessar pelo concurso. Uma lista de denominações (muitas das quais eu nunca tinha ouvido falar) aparece e, se você escolhe "outra", tem que informar qual é. Senão não tem cadastro. Eu me pergunto se é constitucional você obrigar uma pessoa a informar sua religião, mas tudo bem. Como eles não perguntaram QUANDO, eu informei ser presbiteriano...
Comecemos pelo cronograma do concurso:
15/ago - Último dia de inscrição
31/ago - Último dia de votação
1/set - Listagem dos classificados e início das avaliações
1/out - Listagem dos 50 finalistas e início das eliminatórias
1/nov - Apresentação dos 5 finalistas
14/nov - Final ao vivo
O programa terá como apresentador, Gilson Campos, cantor integrante do casting da Line Records, ex-integrante do grupo Twister, que encerrou suas atividades no final de 2003 e desde então tem se dedicado a música gospel em um ritmo pop rock. Dentre os jurados podemos citar as cantoras Leonor, Janaína Brandão, Mara Maravilha, Soraya Moraes, e os cantores Ricardo Leite e Robinson Monteiro.
Optei por comentar os mais votados, já que serão esses com maior chance de estar nas fases finais. Então vamos lá.
Vivianne - Deixa o Teu rio me levar -Nossa, que som baixo! Tem que ter muita fé pra votar baseado num audio tão ruim. Mas dá pra ver que a menina é muito afinada, tem técnica, não exagera. Só não sei se realmente merece estar em primeiro lugar. Vamos ver os outros...
Ingrid - Meu Melhor Amigo -Som bem melhor. Tem uma ótima dinâmica de voz, respira bem, mas acho que falta um pouco de interpretação, pois ficou parecendo uma coisa muito amadora. Precisa se soltar mais.
Anny Ellen - Creio em Ti -Nossa! Essa tá com o som altissimo. Ela tem todos os cacoetes de cantores gospel nacionais: semitona nos agudos, exagera nos melismas e ainda tem aquela pronúncia soprada horrível dos cantores gospel ruins. Só que ela consegue soprar nas consoantes, e não nas vogais como os outros fazem. Credo...
Ellen - Sobre as águas -Tem que mostrar a mão quando fala "mão"? Acho que todos sabem o que é uma mão viu? Afinada, tem um vibrato um pouco exagerado, mas nada absurdo. Grita um pouco. Mas se Mariah pode, por que não ela?
Jorge - Águas Cristalinas -Primeiro homem do grupo. E não está no mesmo nível das meninas até agora. Gravou o video aparentemente num banheiro, o que levou a um reverb tétrico. Falhou na afinação e parecia extremamente nervoso e desconfortável. Devia ter regravado o video.
Tiago - Se tu quiseres crer -Cover, cover e cover. Até a pronúncia ele copiou. Faltou originalidade e, graças a Deus, o video terminou quando ele começou a falhar na afinação.
Wérica - Grande é o senhor -Por que todo mundo grava no banheiro? Bela voz, utilizada de forma pouco sábia, com exageros. A menos que ela seja cega sua postura também é horrível, cantou o tempo todo de olhos fechados e olhando para cima.
Tito - Se tu quiseres crer -Esse pelo menos não coverizou. Mudou inclusive a melodia. Nossa! Esse é o melhor rapaz até agora. Tem uma tendência a exagerar porque sabe que é bom. Precisa de humildade e mais votos. Vamos lá pessoal, votem nele! Eu já votei.
Maria - Ele é Deus -Meu Deus! Que volume do audio! Tive que pausar e abaixar. Ou essa moça estava gripada ou ela tem uma voz extremamente anasalada. Uma pronúncia horrível, não consegui entender o que ela cantava. Não vou avaliar a parte vocal, porque música gospel tem que se entendera a letra.
Rhody - Salmo 139 -Sua voz tem uma empostação diferente. Confesso que achei a voz um pouco esquisita. Ele estava indo bem, até começar a desafinar horrores. Por que esse povo não grava vários videos e manda o melhor?
Ana Paula - Sobre as águas -Audio ruim também, mas me pareceu que ela é MUITO boa. Um alcance vocal absurdo. Falta um pouco de presença, mas votei nela também.
Laire - Você e eu -Outra muito boa. Boa afinação, boa dinâmica e sem exageros. Votei nela também.
Katiuscia - Santidade -Video distorcido, transformou ela numa magricela. Nossa! Os melhores estão com menos votos? Que potência vocal! Dá pra cantar sem microfone até. Votei nela também.
Aline Menezes - Tocou-me -Sopradinha, mãozinha e gritinho. Não precisamos mais do mesmo na música gospel...
Vendo esses vídeos detectei uma coisa desagradável. Os cantores acessam o site e ficam votando num cantor (pelo menos dizem que votaram) e pedindo que ele vote neles. Ou seja, é uma troca de favores. A produção não deveria permitir isso e os cantores deveriam ser proibídos de participar. Nunca vi um concurso onde um candidato votasse em outro e, sinceramente, duvido que eles estejam votando nos melhores para tornar mais difícil suas permanências nas outras fases...
O Cantor Rogério Madeo, ex-participante do PRG entre 2003 e 2004; e vencedor do concurso "Melhor Cantor do Brasil" em 2006, acaba de lançar uma música que já está tocando nas baladas do Brasil.
Trata-se de "Back in Time", gravada para o projeto do DJ João Neto com o DJ Jô Borges e parceria com Tchortta Boratto. Essa música inclusive deve fazer parte de um CD em breve, quando será lançado também um clipe.
Acesse o site abaixo e ouça as duas versões da música.
ESTATÍSTICA DE DOWNLOADS DOS MP3 E VISUALIZAÇÃO DE VIDEOS
Fiz MP3 das apresentações do último programa Astros, inclusive a apresentação de Thaeme e Helião. Após uma semana, vamos ver a preferência do público:
Anderson Lima - "Como Zaqueu" - 50 downloads Thaeme & Helião "Até os Anjos Choram" - 40 downloads Osnir Alves - "Saudade Bandida" - 33 João Callaça - "Your Song" - 12 Acustico 2 - "I Don't Want to Miss a Thing" - 8 Wander Morenno - "É isso aí" - 3
E os videos?
Anderson Lima - 9107 visualizações Osnir Alves - 3109 João Callaça - 3088 Acústico 2 - 2966 Wander Morenno - 1041
Ou seja, analisando os números dá pra concluir o seguinte: a música nova de Thaeme agradou. Anderson Lima foi o melhor finalista pelo gosto popular. Osnir sempre ficou em segundo lugar, contrariando o que os fãs de Callaça estão comentando (que ele teria sido injustiçado, que foi o melhor, etc). Aliás, cabeça de fã é uma coisa a ser estudada pela sociologia, antropologia, psicologia e psiquiatria. Mesmo tendo gostado do Wander Morenno na audição, é clara que sua performance na final ficou muito aquém do que ele consegue fazer e a falta de interesse pelo video e MP3 refletem isso. Pois não é que tem fã dele que diz que ele foi o melhor e foi injustiçado? Bem, não dá pra falar nada. Se até no video da Marry no Ídolos 2 tem gente defendendo ela...
Ah, aliás, finalmente descobri a explicação daquele lance de que Marry apareceu numa chamada do Ídolos usando uma roupa e no programa usando outra. Fãs (!!) da cantora insistiram nesse detalhe para argumentar que a performance"sem noção"dela tinha sido coisa combinada. Um dia ainda contarei a explicação para isso.
PROGRAMA QUE SUBSTITUI ASTROS ESTRÉIA COM BOA AUDIÊNCIA
"Qual é o seu Talento?", programa que substitui Astros na grade de programação do SBT, teve seu primeiro programa na noite de ontem. A equipe comemora a boa audiência, que atingiu dois dígitos. O programa incluiu, além dos habituais cantores, apresentações infantis, equilibrismo, mágicas, números de humor, etc. É um programa que promete atrair a família como um todo. Aliás, me pergunto se não seria um bom programa para finais de semana, quando a familia poderia assistir durante almoços de domingo, por exemplo.
O site oficial do progama já foi lançado, com um visual um pouco poluído demais para o meu gosto. Nele as pessoas podem saber quem foram os classificados para a semifinal.
Bem, vou começar dizendo que eu ainda não me acostumei com esse apresentador. Achei ele muito careteiro, com expressões faciais exageradas e muito teatral. Pô!! Deixassem Beto e Ligia lá que tava muito bom...
A presença da platéia deu um ar bem mais participativo e animado ao programa, embora eu tenha achado que a opção de iluminá-los com aquela luz azul deu um ar tétrico. Parecem fantasmas assombrando os jurados. Credo!
Parabéns para a sonoplastia por incluir a "Abertura 1812" de Tchaikovsky como música de fundo pro número do argentino entrando dentro da bola. Um pouco de cultura nunca é demais.
Nesse programa tivemos até cover de Madonna (obviamente uma drag), muito parecida com ela até, mas com uma coreografia que tem MUITO a melhorar, particularmente dos outros dois integrantes...
Logo após do show de drag queen colocaram um coral gospel!! Foi proposital ou acidental?
Achei interessante ver no programa certos tipos de performances que só conhecia de programas internacionais, como o cara manipulando 4 bonecos de tamanho natural imitando o Village People.
Outra coisa interessante foi ver a volta dos grupos de Street Dance. Eu me lembro de 2004, quando eu ia às gravações do PRG e tinha o concurso de dança, quantos grupos bons apareciam por lá.
Meu Deus!! Cada performance estranha que apareceu nesse programa! Mas a pior dela foi o pronunciamento do excelentíssimo ministro do desenvolvimento agrário, que interrompeu o programa...
Terminamos com Márcio Sena, que se apresentou como limpador de vidros. Na verdade, ele foi para o exterior estudar canto e limpava vidros para se manter lá fora. Eita historinha batida né? Deve ser uma maldição desse programa sempre ter um cantor lírico que se apresenta como tendo uma profissão humilde e, na verdade, é um cantor até com estudo. Paul Potts foi outro... Veio com uma ária de "La Fanciulla del West", o que me surpreendeu, por não ser nem uma ária, nem uma ópera muito conhecidas. Afinado, com uma voz um pouco espremida para o meu gosto, mas não fez feio não. Já na "Nessun Dorma" errou o tempo e desafinou várias vezes, seria melhor ter cantado outra. Ele precisa melhorar principalmente a interpretação vocal dele, pois canta meio sem passar o significado da letra.
Com isso, terminamos o primeiro programa. De uma maneira geral, achei legal, mas fiquei na dúvida se será um programa que me fará ficar em casa nas noites de quarta ou será uma opção para quando não tiver nada pra fazer. Como esse programa tem uma progressão, pode ser que o público comece a torcer por seus favoritos, etc e a coisa esquente.
. Dia 09/08 Clube Ipiranga - Locomotrom, Replace, Aditive e Granada (Jundiaí / SP) . Dia 14/08 Sexta Mix - Café Tequila (Jundiaí / SP) . Dia 21/08 Café Tequila (Jundiaí / SP) . Dia 21/08 Casa Tua (Itatiba / SP) . Dia 22/08 Adler - Abertura oficial O Rappa(Vinhedo / SP) . Dia 28/08 - Locomotrom e NX Zero - Festa do Morango - ( Jundiaí / SP ) . Dia 30/08 Inauguração Pista de Skate - Sororoca (Jundiaí / SP)
*Setembro*
. Dia 02/09 Capital da Villa (São Paulo / SP) . Dia 19/09 Virada Esportiva (São Paulo / SP) . Dia 19/09 Eu e ela e Vc de Vela (Jundiaí / SP)
Para quem se interessou, aqui vai o trailer do documentário sobre Wilson Simonal. Destaque para os comentários de Ziraldo deixando bem claro o que havia por trás da campanha contra o grande artista.
A presença de Max de Castro no juri do programa Astros coincidindo com o aniversário de seu pai, Wilson Simonal de Castro, me fez decidir escrever algo sobre ele. Sei que o blog é lido por muitos jovens, que ainda eram crianças ou nem nascidos quando ele fez sucesso, antes de ser enterrado vivo pela esquerda brasileira.
INÍCIO Wilson Simonal de Castro nasceu no Rio de Janeiro, em 1939. Filho de empregada doméstica, ao servir o exército começou a cantar nas festas do regimento. Chegou ao posto de cabo e deu baixa das forças armadas para cantar em shows, principalmente rocks e calipsos (o ritmo caribenho, não o que se conhece hoje como calipsoooo), cantados em inglês. Por volta de 1961 foi descoberto pelo produtor e compositor Carlos Imperial, que o levou para o seu programa de TV, "Os Brotos Comandam", começando assim sua carreira profissional. Seu primeiro compacto (um disco que só tinha uma música de cada lado) foi o chá-chá-chá “Teresinha”, de Imperial. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova na época.
Em 1963 é lançado o LP “Wilson Simonal Tem Algo Mais”, que estourou com a música “Balanço Zona Sul”, de Tito Madi. Esse disco contava com sucessos da bossa nova como “Telefone” e “Menina flor”. “Amanhecendo”, de Roberto Menescal e Lula Freire, que tinha uma gravação bem sucedida com “Os Cariocas”, recebeu aqui um tratamento suingado, jazzístico, com um resultado impressionante. Em 1964, Simonal viajou pela América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas. Ainda em 64, lança o LP seguinte, o segundo da fase bossa nova, “A Nova Dimensão do Samba”. O disco contava com as músicas “Nanã”, "Lobo Bobo", “Só saudade” e “Inútil paisagem”, de Tom Jobin, “Rapaz de bem”, de Johnny Alf, entre outras. Esse disco levou a muitos críticos elegerem Simonal como o melhor cantor da bossa nova.
O terceiro LP foi “Wilson Simonal”, lançado em março de 1965, menos de um ano depois do anterior, fato raro no Brasil. Contava com "Chuva", "Rio do meu amor" e algumas músicas de Ary Barroso e Carlos Lyra. Nesse disco, uma faixa causou estranheza dos fãs, “Juca bobão” estava mais para o rock do que para MPB. Desde essa época, a assim chamada elite intelectual brasileira já se mostrava preconceituosa em relação a ritmos e estilos tidos como "menos cultos". Lembrando que, na época, o rock ainda não tinha o status de música elaborada que só ganharia após o movimento progressivo do começo da década de 70. Era tido como algo mais rústico.
Apesar dos intelectuais começarem a torcer o nariz para essa mudança para um estilo menos erudito, Simonal vai se tornando cada dia mais popular, chegando a rivalizar com Roberto Carlos na preferência do público. Há quem diga que, no seu auge, ele teria superado RC com facilidade. Elegantérrimo, nenhum artista brasileiro vestia um smoking com tanta propriedade. Foi criador ou difusor de diversas gírias, hoje esquecidas. "Vou Deixar Cair" significava algo como "vou arrasar"; "S'imbora" era o "Vamulá" da época; "estar por fora" é usada até hoje, assim como "Nem vem, que não tem". "Alegria, Alegria", depois transformada num título de música de Caetano Veloso, foi um dos seus bordões. Pouca gente sabe que o termo "Patropi", utilizado até recentemente, é uma invenção de Simonal a partir das primeiras sílabas de "País Tropical", parte da letra da música homônima. Simonal teve o insight de cantar uma parte da letra, só com as primeiras sílabas, um toque de gênio.
Simonal com Elis Regina - Vem Balançar (1966)
Simonal foi o primeiro negro a apresentar sozinho um programa de televisão no país. De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV "Show em Si ...monal", pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Revelou-se um showman, que dominava o palco com uma naturalidade impressionante. A melhor fase de sua carreira chegaria em seguida, com uma série de sucessos dançantes como “País Tropical” (de Jorge Ben), “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Meu Limão, Meu Limoeiro” e “Sá Marina”, num swing criado por César Camargo Mariano. Simonal ficou rico e assinou um contrato de publicidade com a Shell.
Tributo a Martin Luther King (1967)
O AUGE O auge de sua carreira foi atingido ao lançar um de seus maiores sucessos, “Mamãe passou açúcar em mim”, uma música fraca tanto como composição quanto letra, mas que o charme e estilo de Simonal transformou em um megasucesso. Essa música é de autoria de Carlos Imperial que, a partir dela, deu o nome para esse novo estilo: Pilantragem (uma mistura de samba e soul). Talvez esse nome, que na época pareceu uma brincadeira, tenha tido um efeito infeliz, alguns anos depois. Importante ressaltar que, apesar da queda da qualidade das canções, Simonal não só continou a ser um grande cantor, como um intérprete cada dia melhor, a ponto de, em 1970, fazer um dueto com Sarah Vaughan, transmitido pela TV Tupi. Assistam ao video onde, ele com 30 anos, ela com 45 (e já considerada uma das rainhas do jazz), dão um show de igual para igual. A segunda música é de arrepiar!
Wilson Simonal e Sarah Voughan cantando "Happy Day" e "Shadow of Your Smile" (1970)
Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto e Jairzinho e do maestro Erlon Chaves. Só lembrando que a conquista da Copa do Mundo de 70 foi vista, pela esquerda nacional, como uma cortina de fumaça para os abusos do regime militar, que atingia o máximo de repressão na época. Guardem isso para entender o que vai acontecer mais adiante. Nessa época, Simonal era um dos artistas mais populares e bem pagos do Brasil, bastante assediado pela imprensa e pelos fãs. Tal era a popularidade que Simonal chegou a reger um coro de 30 mil vozes no show de encerramento do IV Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho.
O SUMIÇO De repente, Simonal, desapareceu da mídia. Não era mais convidado para programas de TV, não conseguia mais gravar discos, nem se apresentar ao vivo e suas músicas antigas não tocavam mais nas rádios, jornais e revistas não citavam a sua existência. Isso permanceu assim até sua morte. O que ocorreu? Dois crimes. Um, a meu ver, de menor gravidade, praticado por ele. Outro, gravíssimo, perpetrado pela esquerda que controlava a cultura brasileira durante o regime militar. Vamos aos fatos.Simonal foi vítima de um desfalque e demitiu seu contador, Raphael Viviani, o suposto culpado. Este moveu uma ação trabalhista contra o cantor. Em agosto de 1971, Simonal recrutou dois amigos (um deles seu segurança) militares para dar "uma lição" no contador. O contador foi torturado, inclusive com choques elétricos, e teve sua família ameaçada de morte. Afinal, acabou assinando a confissão de culpa no desfalque. O que Simonal não contava era que a mulher do contador tinha dado queixa à polícia pelo sequestro do marido. E quando este voltou para casa, a mulher o convenceu a entrar com outro processo contra Simonal.Processado sob acusação de extorsão mediante sequestro do contador, Simonal levou como testemunha aquele mesmo policial do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) do então Estado da Guanabara, Mário Borges, que o apontou em julgamento como informante do DOPS. Outra testemunha de defesa, um oficial do I Exército (atual Comando Militar do Leste), afirmou que o réu colaborava com a unidade.
Simonal foi julgado culpado pelo sequestro e, em 1972, condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses, que cumpriu em liberdade. Nos autos, Simonal era referido como colaborador das Forças Armadas e informante do DOPS. Em 1976, em acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também é referida a sua condição de colaborador do DOPS."Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, ele não tinha competência para julgar atos que poderiam ser de segurança nacional, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses pra ele (...) Se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado," escreve o comediante Claudio Manoel, produtor e diretor do documentário "Simonal – Ninguém sabe o duro que dei".
Simonal era réu primário e, por isso, não foi preso. Ninguém parece ter dado atenção para o fato de que, ao apontar Simonal como informante do DOPS, os militares torturadores, não acrescentavam NADA ao processo em si, mas conseguiam, com isso, liberar seus nomes de uma eventual condenação por um crime comum (e não político, sobre o qual o juiz se declarou incompetente para julgar). Mais importante é reforçar que o crime de Simonal NÃO FOI DEIXADO IMPUNE. Foi julgado, condenado e cumpriu a pena que seria reservada a qualquer pessoa comum. Importante também lembrar que não foi por ESSE crime, real, que Simonal foi perseguido pela esquerda, mas pela acusação - falsa - de ser informante do regime militar. Acredito que, se tivesse mandado dois civis darem uma surra no contador, a esquerda teria solenemente ignorado o caso.
Parece que Simonal tinha um lado infantil e mentiroso, pois passou a espalhar: “Ninguém mexa comigo porque eu tenho amigos no DOPS”. Não se espantem com isso. Lembrem-se que, na época, uma relação como essa não era motivo para vergonha e sim orgulho. As pessoas hoje em dia acham que todos os brasileiros, durante o regime militar, eram contra o governo e, por isso, não entendem o que ocorria. Era comum, numa época onde o politicamente correto não tinha sido criado, se utilizar de contatos e privilégios para se conseguir as coisas. Mesmo que essa intimidade com o poder fosse mentirosa. Essa mentira, somada ao fato de que o cantor era visto como favorável ao governo militar, fez com que alguns arvorados como donos da verdade “politicamente correta” decretassem o banimento dele. Em dois textos, muito bons, de Reinaldo Azevedo, a gente tem uma idéia de como isso foi perpetrado. Leiam para maiores detalhes (só não leiam à noite para não perder o sono): http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ninguem-sabe-duro-que-dei-um-grande-documentario-assistam/ http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/wilson-simonal-e-assassinado-de-novo/
A CONDENAÇÃO À MORTE Embora nunca se tenha sabido de um só preso político denunciado por Simona, a esquerda brasileira, que mesmo durante do regime militar nunca deixou de controlar o que era aceitável para a nossa cultura, simplesmente proibiu informalmente Simonal de ser apresentado ou ajudado. Músicos sabiam que, se tocasse com ele, nunca mais seriam chamados para trabalhar com os baluartes da música, todos simpatizantes da esquerda. Então, todos se afastaram ou pararam de divulgar Simonal. Curioso notar que, em plena ditadura militar, esses artistas não só tinham espaço na mídia, apesar da censura, como a controlavam a ponto de determinar a morte profissional de um artista. Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980.Resumindo o que ocorreu: um grande artista, aos trinta e poucos anos de idade, foi privado do exercício da sua profissão e de seu talento com base numa mentira sórdida. E o meio musical se acovardou e aceitou isso calado.
Com essa acusação de dedurismo em plena ditadura militar, Simonal passou para o completo ostracismo, só encerrado em 1994, quando foi lançada em CD a coletânea “A Bossa de Wilson Simonal”, ainda assim ignorado pela mídia.
O compositor Paulo Vanzolini, no entanto, afirma, em entrevista ao Caderno 2 do Estadão, que Simonal era, de fato, "dedo duro" do regime militar e complementa: Essa recuperação que estão fazendo do Simonal é falsa. Ele era dedo-duro mesmo. Ele "se gabava de ser dedo-duro da ditadura". E segue dizendo que "na frente de muitos amigos ele dizia' eu entreguei muita gente boa'", conclui. Aí entra a informação de que Simonal tinha o costume de mentir sobre seus conhecimentos no poder e fica a pergunta de Chico Anysio, que pergunta a todos, que citem um único nome de um artista dedurado por Simonal. Isso nunca se conseguiu mostrar.
O jornalista Reinaldo Azevedo atribui o ódio da esquerda brasileira a Simonal a seu aguçado sentido de autodefesa e corporativismo: Tivesse Simonal pertencido à VAR-Palmares ou ao MR-8, assaltado bancos, feito seqüestros e matado alguns, sua família estaria agora recebendo pensão e indenização. Se tivesse sobrevivido, seria ministro de Estado. E tocar no seu passado seria de extremo mau gosto. Curiosamente, dois dos grandes arquitetos do ostracismo a que Simonal foi vítima, Ziraldo e Jaguar, comandavam o jornal Pasquim, de onde acusavam Simonal de ser dedo duro. Esse ano, tanto Ziraldo quanto Jaguar solicitaram e ganharam o direito a polpudas indenizações pela "perseguição" a que foram submetidos durante o regime militar. Paradoxal, não é?
"Ele dizia para mim: 'Eu não existo na história da música brasileira'", conta sua segunda mulher, Sandra Cerqueira. Tornou-se deprimido e alcoólatra, vindo a morrer, em 200, de cirrose hepática decorrente do alcoolismo.
Em 2002, a pedido da família, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração do cantor com os órgãos de informação do regime militar. A comissão analisou documentos da época, manteve contato com pessoas do meio artístico, como o comediante Chico Anysio e os cantores Ronnie Von e Jair Rodrigues, e analisou reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde, por exemplo, Gilberto Gil e Caetano Veloso declararam não ter tido problemas de convivência com Simonal. Para se ter uma idéia da dimensão da mentira, recentemente, Claudio Manoel contou que, ao tentar patrocínio para seu documentário sobre o cantor, um empresário teria perguntado por que defender "uma pessoa que torturou Caetano Veloso". Para quem não sabe, Caetano nunca foi torturado pelo regime militar, optando por um exílio voluntário, depois que um militar sugeriu isso, após a turnê "Doces Bárbaros", mas voltou ainda durante o governo militar, sendo deixado em paz. Mas mentiras como essa se multiplicaram ao longo dos anos.
Além de depoimentos de artistas e de material enviado por familiares e amigos, constou do processo um documento de janeiro de 1999, assinado pelo então secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, no qual atestava que, após pesquisa realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Informações do Exército (CIEx), não foram encontrados registros de que Simonal tivesse sido colaborador, servidor ou prestador de serviços daquelas organizações.Em 2003, concluído o processo, Wilson Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em julgamento simbólico.
Curiosamente, só depois disso é que comecei a ver seus filhos, Max de Castro e Simoninha, aparecer com maior frequência na mídia. Será que a condenação tinha efeito hereditário?
Mas eu pergunto: e se ele fosse realmente informante? Lembremos (algo que hoje em dia, insistem em esquecer) que a ditadura tinha iniciamente um apoio popular muito grande. Muitas pessoas do povo viam os comunistas, terroristas e opositores ao regime em geral como perigosos. Se hoje existe um Disque Denúncia para crimes comuns, lembrem que os opositores do regime militar também cometiam um crime previsto por lei, na época. E alguém tem dúvidas de que, se uma ditadura de esquerda, nos moldes de Cuba, fosse instaurada no Brasil, muitos dos artistas que vivem visitando a ilha e elogiando o ditador cubano seriam as primeiras a apontar os "inimigos do regime do povo"?
Muitos questionam por que Simonal foi vítima dessa campanha, se existiam outros artistas e personalidades (como Nelson Rodrigues e Gilberto Freyre) , que não escondiam sua simpatia pelo regime militar. Atribuem a exclusividade do destino de Simonal a um racismo por ele ser negro. Por mais que eu despreze o que a esquerda fez com ele, tenho dificuldades para aceitar que essa esquerda tivesse um ranço racista. Simonal havia quebrado várias barreiras da raça, o povo praticamente nem parava para pensar na cor de sua pele. Eu acho que a exclusividade da campanha contra Simonal decorre muito mais da inveja de seu sucesso, e principalmente, de sua popularidade, que de problemas raciais. As pessoas têm um gosto especial por destruir ídolos. Quanto mais alto o sucesso, maior a vontade de destruir. Pensem no prazer com que algumas pessoas criticavam Sandy e Júnior. Com que certeza alguns afirmavam que Júnior era gay. E os ataque a Alexandre Pires depois que ele cantou para George W. Bush? Para mim, a palavra chave não é racismo e sim inveja...
Quem quiser conhecer mais sobre a vida de Simonal, assista ao ótimo documentário de 2009, "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei", dirigido pelo integrante do Casseta & Planeta, Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. Segundo Cláudio Manuel, Simonal "pagou uma pena dura demais, desproporcional para uma surra, porque sua condenação foi até o fim da vida. Para ele, não teve anistia".