PÂNICO NA TV - OU A CULTURA DO "BULLY' INSTITUCIONALIZADA
Para quem não está familiarizado com o termo, "Bully" é o termo em inglês para designar um tipo especial de aluno que explora, humilha e abusa de seus colegas mais fracos. Até o massacre da Escola Columbine, em 1999, os EUA assistiam a esse tipo de prática com uma tolerância absurdamente alta.
DEFINIÇÃO Bullying (a atividade do Bully) é um comportamento indesejável persistente, em geral através do uso de críticas excessivas ou infundadas que podem evoluir para exclusão, isolamento, humilhação com imposição de regras e obrigações, chegando a ameaças físicas e agressões, sempre contra alguém em posição fisica ou moralmente mais frágil.
Poucas pessoas se conscientizam que bullying é uma causa de tentativas de suicídio entre crianças (e mesmo adultos, pois o conceito de bullying se estendeu ao ambiente de trabalho) e não pensam nas consequências psicológicas que isso irá causar nas crianças vítimas de bully.
Uma das características do bully é que NADA que sua vítima faça o fará mudar de idéia. Se a vítima tenta enfrentá-lo, será agredida (pois em geral é mais fraca); se tenta negociar, será agredida; se tenta se mostrar mais inteligente, será agredida. A pergunta que aparentemente está implícita no comportamento do bully é "o que você fará para que eu use como desculpa para te atormentar?"
Lembro de um filme com o Corey Haim, no qual ele fazia o papel de um menino franzino e intelectual que se inscrevia no time de futebol americano somente para impressionar uma menina. Um dos jogadores, o dobro dele em tamanho, o persegue implacavelmente. Um dia, os dois estão nus no chuveiro do vestiário, o fortão começa a ridicularizar o garoto por seu, digamos, pouco desenvolvimento físico. O garoto dá a volta por cima, dando uma resposta à altura para o fortão, que se torna motivo de riso dos outros. Será que dá mesmo? Que nada! O fortão pega o fraquinho à força e passa o equivalente americano ao Gelol nas partes do garoto e ainda o joga somente de toalha para fora do vestiário.
Em "Os Simpsons, o filme", Nelson ameaça bater em Milhause se ele não afirmar que o aquecimento global é um mito. Quando Milhause atende a ordem, apanha por não defender seus ideais. Ou seja, não adianta bancar o esperto com um bully. Você irá ser humilhado de qualquer jeito...
GENERALIZADO Como alguém que foi vítima desse tipo de "colega" na infância e adolescência, sempre me incomodou como os americanos transformaram o "bully" numa espécie de instituição nacional, como a torta de maçã e o dia de ação de graças. Praticamente TODO filme americano, série, desenho, história em quadrinhos que tratasse de crianças ou adolescentes na escola tinha o seu bully de plantão. Existiam até filmes mostrando como "nerds" sofriam nas mãos de seus bullies, com consequências as mais diversas. Chris (de "Todo Mundo odeia o Chris") tem o Caruso, Bart Simpson tem o Nelson (às vezes acompanhado por Kearney e Jimbo), Calvin tem o Moe, um menino fortinho que rouba o seu dinheiro do lanche. Aliás, essa prática de ter o dinheiro roubado pelo bully sempre foi mostrada como "habitual" sem que ninguém questionasse que caráter essa criança estaria desenvolvendo desde cedo ao achar que, por ser mais forte, poderia se apoderar do dinheiro dos mais fracos.
Um dia, dois adolescentes entraram em sua escola, vestidos com capas pretas e mataram 10 e feriram 12. Foi aquilo conhecido como massacre de Columbine. Embora esse tipo de ataque já não fosse novidade na vida americana, as dimensões e o local (uma pacata escola famosa pela sua boa qualidade) fez com que muitos se debruçassem no estudo do ocorrido e uma das mais fortes suspeitas foi a de que os dois adolescentes eram vítimas de bullies. Desde então, a postura em relação ao bullying mudou e muitos acreditam que a prevenção desse tipo de comportamento não previne somente o surgimento de delinquentes entre os bullies, mas de suicidas e loucos assassinos entre as vítimas.
Bem, tudo isso é para explicar o que é um "bully" e como uma de suas características é a reação agressiva não importa o que a futura vítima faça, como no exemplo do filme do Corey Haim.
PÂNICO Há algum tempo surgiu na TV brasileira um programa que não ficou muito claro se era um programa humorístico ou jornalístico. E é justamente nessa dúvida é que eles sobrevivem. Inicialmente, creio que todos que assistiam ao Pânico na TV achavam engraçado ver as tais "celebridades" da TV brasileira serem ridicularizadas. Para mim, não há nada mais nojento que ver o modo subserviente e bajulador com que a mídia, da qual a revista Caras é o expoente, trata as auto-entituladas celebridades. Já era hora de se ver alguém fazendo piada com isso, mostrando que as celebridades eram pessoas falíveis como nós, etc.
Mas nos últimos tempos, na busca por um humor fácil e por índices de audiência cada dia maiores, o Pânico tem ultrapassado os limites e passado somente a aterrorizar os famosos, exatamente como um bully faz com os alunos desprotegidos.
Qualquer evento é motivo para Vesgo e Silvio se postarem na frente da porta fingindo entrevistar os convidados, porém na prática somente humilhando e ridicularizando a todos. Como dizer que o objetivo é colocar as "arrogantes" celebridades nos seus devidos lugares, quando vemos vários desconhecidos sendo humilhados por características físicas (gordura, feiura, roupas, ser careca, barbudo, cabeludo, etc) e mesmo, artistas em início de carreira, sendo ridicularizados. Lembro-me de uma noite quando foram entrevistar Vanessa Jackson e fizeram questão de dizer que ela fazia parte da Fat Family (por ser negra e obesa?? Isso não é crime inafiançável?) e, quando ela educadamente disse seu nome, eles perguntaram "Você não ganhou o Fama? Como não ficou famosa?" Vejam bem! Aqui fica bem claro que a dupla não está ali para expor os famosos, mas qualquer pessoa que esteja lutando para vencer no meio artístico.
AS REAÇÕES Não é para menos que uma Carolina Dieckman (que não é um exemplo de simpatia, mas tem o direito de ser assim) recorreu a uma ordem judicial que proibisse que os "repórteres" do Pânico se aproximasse dela ou de seu filho. A dupla Vesgo e Silvio chegou a recorrer a um guindaste para filmar os filhos da atriz dentro de seu apartamento!! O modo com que Clodovil foi perseguido pelas ruas de São Paulo com uma van e helicóptero como se fosse um fugitivo da polícia. Sem contar como a sexualidade do estilista/apresentador/deputado foi sempre utilizada como motivo para piadas (contrariando inclusive a lei).
E não há nada que uma pessoa possa fazer para não ser ridicularizada por eles. Já vi famosos tentarem elogiar o Pânico, ser neutros, irônicos, agressivos, tudo faz a dupla agir com o mesmo desrespeito. Nos últimos tempos, a dupla tem feito piadas de muito baixo nível, além de insinuações grosseiras para os entrevistados, o que leva muitos a responderem com palavrões.
Quando alguns famosos não estavam dispostos a serem ridicularizados em rede nacional, inventaram a tal "sandálias da humildade", invertendo as bolas e fazendo a vítima posar de vilão. Isso me lembra o Nelson dos Simpsons que costuma pegar o braço de um menino e fazê-lo se bater com ele enquanto diz "Pára de se bater!" Jô Soares (também nenhum exemplo de simpatia) foi obrigado a calçar sandálias do tamanho de um pé de elefante no meio de sua noite de autógrafos para se ver livre do assédio insistente da dupla do Pânico. Pergunto-me se num país decente isso não daria um processo por danos morais...
A FAMA Mas estamos num país tão às avessas que, nos últimos tempos, a moda é um famoso que vai dar uma festa, "contratar" a dupla do Pânico para se postar na frente e, ao mesmo tempo que humilha os convidados, faz a divulgação da festa. Coincidentemente, o dono da festa nunca é alvo das piadas mais grosseiras, mostrando que a dupla, de irreverente não tem nada, pois faz sua reverência ao dinheiro pago...
Não me entendam mal. Eu até assisto ao Pânico na TV, gosto de alguns quadros que eles criam e acho as tiradas do Christian Pior extremamente inteligentes. Mas a dupla Vesgo e Silvio está a cada dia menos engraçada e mais ofensiva.
OBS.: Para maiores informações sobre "bullying" veja os seguintes sites (em inglês)
Todo final de ano já se tornou uma tradição a minha mensagem e montagem com fotos. Confesso que esse ano estou meio sem inspiração e só pensando nas mini-férias na chácara entre Natal e Ano Novo, mas vamos lá.
O ano começou com um show de Brunna e Mateus no Tom Jazz. Nesse ano eles decolaram suas carreiras com direito até a Disco de Ouro. Fui ao show com Val, Angelo, Alê e Luan Ventura. Nesse show revi Samuel de Paula e conheci Thais Selinguer.
Mas aqui no Blog, o ano de 2007 girou praticamente todo em torno do programa Ídolos, particularmente na participação de Shirley Carvalho que, pode não ter ganhado, mas teve o reconhecimento de muita gente boa.
Graças ao Ídolos e à participação da Shirley pude conhecer e rever muita gente que gosta do trabalho dela, como Adriano Holiveira, Marcelo Moraes, Lucila Lopes, Fred Timm, Charlles Henrique, Thiago Moore, Noemy Cangi, Luis Lima, Andréia Duarte, Jason Santos, Lucas Bollant, Luciano, Fabio Justino dentre tantos outros.
Conheci pessoalmente o Max Petrônio, pessoa boníssima. Também tive a oportunidade de conhecer Arnaldo Saccomani, que vem se tornando um bom amigo com o passar dos meses.
Também em 2007 revi dois grandes amigos: Rogerio Madeo e Otto Junior, nos seus respectivos aniversários. Já no meu aniversário revi Laura Wogan e Ronaldo Sax.
Fiquei muito feliz com a evolução da carreira de Andrea Libardi ao ser lançado na Europa por uma gravadora inglesa. Se existe alguém que merece isso, é ele. Conversei com André Leonno (agora com 2 Ns) que me contou que está com contrato com a Luar para lançamento de seu novo CD.
2007 foi o ano em que experimentei algo que não esperava fazer aqui no Brasil: assisti ao musical José e seu Manto Technicolor, uma emoção que nunca esquecerei.
Também pude rever Marcelo Beckman no melhor estilo "minha voz continua a mesma, mas os meus músculos..." kkkk
Esse ano, em termos de "vida noturna" ficou muito a desejar, por isso tive poucos eventos (além dos da Shirley) para divulgar. Espero que em 2008 tenha mais coisa pra comentar. Mas mesmo assim desejo a todos os leitores um bom final de ano, com um ótimo 2008.
Olá, gostaria de pedir a atenção de vocês para um novo banner que tenho no Blog. Trata-se do site dedicado à cantora KT Tunstal, cuja carreira está em plena ascensão, criado pelo Thiago, mais conhecido de todos aqui como autor dessa caricatura que ilustra o Blog.
Cliquem no banner e conheçam mais dessa cantora. O site está muito completo e atualizado. Espero que gostem.
Há tempos tenho prometido postar sobre isso, mas a minha falta de conhecimento técnico mais profundo me inibia. Decidi postar o pouco que sei e já peço desculpas aos especialistas por eventuais falhas.
Auto-Tune é um processador de audio de propriedade da Antares Audio Technologies para corrigir a afinação em performances vocais e instrumentais. Ele é usado para disfarçar erros e imprecisões. Seu uso tem aumentado na música moderna o que permitiu que muitos artistas produzissem gravações mais precisas em termos de afinação.
A voz sempre foi um dos elementos mais complexos de gravar numa canção. Antes da invenção do Auto-Tune, as gravações de discos eram sessões intermináveis em que se faziam centenas de tomadas, que se arrastavam por vários dias chegando ao esgotamento de todo o equipamento e sobretudo, do/a vocalista na busca da afinação perfeita de cada palavra, associada à interpretação adequada.
Poucos programas revolucionaram tanto a forma de processar áudio como o Auto-Tune. Esse programa, aparentemente simples, usado corretamente, é uma ferramenta de valor incalculável na hora de afinar vozes e outros instrumentos solo.
O objetivo original do Auto-Tune certamente não era de fazer que pessoas que não soubessem cantar fizessem sucesso como cantores, mas harmonizar a apresentação de forma a aumentar a qualidade musical da faixa vocal sem que isso ficasse óbvio para todos. O Auto-Tune, quando usado com seus parâmetros extremos, dá um efeito metálico à voz, semelhante ao vocoder, e é usado por muitos cantores para dar efeitos legais nas suas músicas, como se pode ouvir na música de Cher "Believe". Para baixar só o trechinho (445 Kb):http://www.4shared.com/file/31639415/fb8b3577/Cher_-_Believe_-_Auto-Tune_Example.html Para quem prefere ouvir numa radio, clique na primeira opção da lista: http://sonora.terra.com.br/templates/searchHome.aspx?keyword=believe+cher&Image1.x=13&Image1.y=6
Observem na parte onde ela canta " can't break through" e "It's so sad that you're leaving It takes times to believe it". Esse som esquisito, como se Cher tivesse se transformado num robô, é o efeito do Auto-Tune no seu máximo. Agora ouçam BEM, esse som. Pois conhecendo bem, vocês começarão a detectar quando o Auto-Tune foi usado, não no seu extremo, mas para enganar os ouvintes.
No endereço abaixo vocês poderão ver a tela do programa e como ele corrige as vozes através de um exemplo do efeito do Auto-Tune numa pessoa que absolutamente não sabe cantar NADA.
Algumas pessoas irão dizer "Ah, mas dá pra ver que a voz foi mexida". Claro, não estão pagando para o engenheiro o que ..., melhor não citar nomes, paga para consertar sua voz. E também precisa-se deixar bem claro que o Auto-Tune NÃO FAZ uma pessoa que não sabe cantar nada cantar bem, ele CONSERTA falhas. Ou seja, um mau cantor (mas cantor) fica melhor, um cantor regular fica bom, um cantor bom fica ótimo e um cantor ótimo... Esse não precisa de Auto-Tune, mas usa assim mesmo. Como assim? Isso mesmo. Auto-Tune está virando praga e mesmo quem não precisa acaba usando para deixar a voz perfeita, o que é um inferno para quem consegue detectar seu uso, pois nenhum cantor tem graça mais.
Não estou dizendo que o Auto-Tune não pode ser usado de forma alguma. Acho que, se você acabou de gravar um cantor dando um show de interpretação, fazendo todo mundo chorar, mas naquele agudo final ele deu uma falhada, use sim. Pois a chance de você conseguir uma nova gravação tão perfeita e sem o deslize final é mínima. Mas o que eu critico é o uso excessivo na música inteira e a existência de cantores que ficam nas paradas às custas de Auto-Tune sem conseguir cantar ao vivo sem desafinar.
Nesse video do Youtube (em espanhol) você pode ver um exemplo de como se usa o Auto-Tune e no final, notem que o autor diz que vai colocar o reverb justamente para disfarçar que utilizou o Auto-Tune. Lembram quando eu era jurado do Voxx? Da minha implicância quando do candidato utilizava reverb nas suas apresentações? Agora sabem o porquê.
Auto-Tune não é uma coisa palpável, mas um plug-in que se incorpora aos programas de processamento de audio, como o Pro Tools. Porém, mais recentemente, ele passou a poder ser instalado sozinho numa mesa de som para processamento de performances ao vivo, ou seja, o cantor pode cometer deslizes de afinação que o Auto-Tune corrige imediatamente e o público nem percebe.
Outros softwares também fazem a mesma coisa e, pelo que pude entender, até com maior capacidade, pois possuem melhores algorítmos tais como V-vocal e Melodyne.
Agora vou pedir para vocês ouvirem uma música que ouvi outro dia e que me chamou a atenção por causa da voz meio metálica, como a gente ouve quando se usa o Auto-Tune. Não estou dizendo que JoJo usa Auto-Tune, aliás, nem sei quem é JoJo, mas que o som me pareceu semelhante, pareceu...
Nota-se melhor em radio, mas quem tem algum problema com isso pode ouvir no Youtube embora a qualidade de som esteja ruim lá.
Bem, todo esse post foi somente um preparativo para outro, pois sei que, se eu não fizesse isso iria chover comentários "o que é Auto-Tune?". Agora, se vocês estiverem conseguindo detectar o efeito do Auto-Tune, lamento informar que isso vira um vício e agora vocês irão começar a detectar isso em cantores que não gostam e, o pior de tudo, nos que gostam também...
Eu devia ter uns 17 anos, quando fui ao
cinema assistir "A Primeira Noite de um Homem", filme que lançou Dustin
Hoffman ao estrelato. O filme é muito bom e recomendo, mas o que mais me chamou
atenção foi a trilha sonora, cantada por uma dupla que, a princípio, pensei se
tratar de algum monstro com duas gargantas e um só cérebro, de tão perfeita a
harmonia entre as vozes. A dupla, formada por Paul Simon e Art Grafunkel era a
responsável por aquela trilha. Destaque para "The Sound of Silence",
"Mrs Robinson" e, minha favorita, "The Boxer". As letras eram
de um delicioso pessimismo, bem ao meu gosto adolescente (o pessimismo teen não
é exclusividade dos jovens de hoje). As vozes casavam numa harmonia
impressionante. Ainda hoje acho que todo cantor que quiser aprender a fazer uma
segunda voz deve ouvir Simon & Garfunkel.
Fui conhecer um pouco mais da dupla e
descobri que eles eram amigos de infância e, ainda nos tempos do
colégio, formaram em 1957 a dupla adolescente "Tom e Jerry" (todo grande
artista tem um passado negro...kkk).
Quando Paul foi para a faculdade, a dupla foi desfeita.
Em 1963 eles voltaram a trabalhar juntos e lançaram um disco de folk que
misturava músicas tradicionais com composições de Simon, inclusive "The
Sound of Silence", numa versão acústica. Como não houve muito sucesso,
Simon foi para a Inglaterra tentar a sorte e quando voltou, "The Sound of
Silence" estava nas paradas porque a gravadora acrescentou instrumentos
eletrônicos e a transformou num folk-rock, estilo no qual a dupla se
especializaria.
Em 1970, em meio a muitas discussões por
diferenças artísticas, a dupla lançou seu último album "Bridge over troubled
water" que se tornou um clássico. A dupla se desfez logo a seguida para
desespero dos fãs. Somente 5 discos foram necessários para que a dupla se
tornasse um marco para a música americana e mundial.
Em 1981, após 11 anos de separação, os
dois se reencontraram para um concerto ao ar livre no Central Park de NY. O
público presente (mais de 500 mil pessoas) superou todas as expectativas. Fãs
antigos e novos queriam presenciar algo que, talvez, nunca mais se repetisse.
Nessa época eu já era fã deles e assisti a esse concerto pela TV com grande
emoção.
Esse concerto foi um marco não só histórico, mas um
exemplo de como se deve gravar um show ao vivo, com o som do público gentilmente
colocado ao fundo, porém sem nunca comprometer a qualidade das músicas. Numa
época onde os cantores fazerm DVDs "ao vivo" onde o som é gravado em estúdio,
colocado posteriormente, ajustado, pasteurizado, de forma a nenhuma nota sair
fora do esperado, é recompensador ouvir aquele show e ver o que um engenheiro de
som pode fazer sem ser desonesto com o público.
As desavenças foram atenuadas pelo tempo
(E quem duvida que o tempo cura tudo?) e eles já cantaram juntos outras vezes,
geralmente em concertos beneficentes.
Selecionei alguns videos da dupla. Fiz
questão de misturar videos antigos com trechos do famoso concerto no Central
Park. Acho isso importante para se ver como a química entre os dois não se
perdeu com o tempo (Apesar dos cabelos terem se perdido...). Para aqueles que
não conhecem, vale a pena conhecer. Para quem já conhece, vale a pena
rever.
Sound of Silence - Festival de Monterey
(1967) com legendas em português
Mrs. Robinson - Ao vivo no Central
Park
The Boxer - Pouco após terem feitos as
pazes em 1975
America - Ao vivo no Central
Park
Bridge over troubled water - Ao vivo no
Central Park
Essa semana temos de tudo: cantor bom,
cantor ruim; cantor que já esteve aqui, cantor que nunca foi apresentado
aqui.
Fabiano Luis foi um calouro que eu tomei
horror, pois já chegou chorando as pitangas, dizendo que tinha vindo lá do raio
que o parta, só faltando dizer que tinha vindo a pé... Detesto calouro que quer
se fazer de coitadinho pra conquistar o público e os jurados. O pior é que nem
cantava tudo isso.
André Off era um calouro que tinha
problemas sérios de dicção por causa do aparelho ortodôntico. Não sei se esse
sobrenome é real ou artístico, mas achei estranho alguém com um sobrenome que
associa a algo desligado. Não tem como dar certo...
Já Leandro Nilo cantando "Livin' on a
Prayer" merece ser revisto. Tivemos poucos roqueiros no PRG, mas 2004 foi
pródigo com 3 representantes desse estilo musical.
Por fim, Thiane Tambara cantando "Dust in
the wind" pra exorcizar qualquer sensação ruim que puder ter surgido nessa
postagem.