NOVO BLOG

LANÇAMENTO DE NOVO BLOG

Para aqueles que se acostumaram a visitar esse blog, já deve ter ficado claro estou postando muito pouco. A última postagem foi há mais de 8 meses!! Não estou oficialmente fechando o blog ainda, mas minhas prioridades mudaram e gostaria somente de compartilhar com vocês que tenho um novo blog, especializado nos meus textos espíritas.

Para aqueles que compartilham da minha crença ou que queiram conhecer um pouco mais, sugiro que visitem:

http://textosespiritas.wordpress.com/



Categoria: Pensamentos
Escrito por Mau_Mau às 20h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

Les Mis -

 

 

OS MISERÁVEIS

Posso dizer que poucas vezes um filme mudou meu modo de pensar sobre um assunto. "Os Miseráveis", que acaba de ter sua estreia nos cinemas brasileiros, foi um deles.

Eu fui um daqueles amantes de musicais que, ao saber que o papel de Javert seria do Russel Crowe, Valjean seria Hugh Jackman, Fantine seria Anne Hathaway, já começou a reclamar que tinha escolhido atores e não cantores, etc. Quem acompanha essas coisas já deve ter ouvido um monte de reclamação e não vou repetí-las.

Mas, ao terminar de assistir ao filme, minha opinião mudou radicalmente. Hoje eu acho que quem quiser assistir a um musical bem cantado, deve ir ao teatro, onde os cantores nem sempre têm a idade certa para os papéis, nem sempre têm o físico correto, mas cantam muito bem. Ao ver um musical em filme, o público precisa de mais interpretação do que cantar bem. Isso já havia me ocorrido, embora de leve, ao ver "Mamma Mia", onde os atores eram ótimos, mas não cantavam lá essas coisas e, mesmo assim, a emoção estava presente.


Porém, "Os Miseráveis" leva esse conceito a um nível totalmente novo. Com atores que 'vestiram' os personagens de tal forma que nem é correto alguém ousar criticar os seus dotes vocais. Se bem que eu fiquei BASTANTE impressionado com a capacidade vocal de vários ali. Acho que o único que não chega a impressionar é Crowe, num dos papéis mais difíceis num musical.

Talvez um dos motivos principais para sentirmos tanta emoção nas canções foi o modo como o diretor, Tom Hooper, escolheu para gravar o som. Na imensa maioria dos musicais (eu, pelo menos, desconheço outro que use esse método) os atores/cantores gravam em estúdio e dublam ao serem filmados. Em "Os Miseráveis" não! Os atores realmente cantaram e foram gravados ENQUANTO estavam sendo filmados. Para isso, cada um usou um minúsculo aparelho no ouvido para ouvir um pianista tocando, também ao vivo, a melodia da canção que eles teriam que cantar. Isso deu uma realidade ao canto que foi extraordinária, a ponto de podermos realmente imaginar que essas pessoas "falavam cantando".

Li algumas críticas de gente que recebe para isso e fico impressionado como, no Brasil, não temos pessoas habilitadas para fazer uma crítica correta. Um dos críticos, insistia no tempo do filme. Acho que nenhum diretor, por mais habilidoso que seja, consegue pegar um musical de 2 horas e meia de duração e transformar num filme com menos tempo do que isso, a menos, é claro, que cometa alguma mutilação na obra. O mesmo crítico apontava o excesso de emoção do filme como ponto a favor e contra ao mesmo tempo. Decida-se! Numa outra crítica, o jornalista dizia que quem não gosta de musicais iria detestar pois é um filme onde todo mundo canta do começo ao fim. A menos que esse crítico tenha 5 anos de idade e nunca tenha ouvido falar em musicais, acho estranho alguém estranhar que musical seja cantado. Quanto à necessidade de gostar, acho que serve para tudo. Por isso nunca vi nenhum dos filmes "Velozes e Furiosos" e nenhum filme de Quentin Tarantino...

Atrás de mim estavam duas mocinhas muito jovens e que não pareciam conhecer o enredo. Choraram demais e adoraram. Acho que quem gosta de ver carros batendo ou gente de matando não deve gostar, mas não precisa ser um fã de musicais para ter um pouco de coração.

 

Li em algum lugar que o diretor teria dito que o filme só existiu por causa de Hugh Jackman. Que, sem ele, o filme nunca teria sido feito. Achei estranho quando li isso até ver o filme. Jackman dá um banho. Não tem uma cena em que ele participe onde ele não seja o destaque. Como já disse, achei que Russel Crowe ficou um pouco fraco para o papel de Javert, mas creio que isso é mais pela comparação com Jackman.


Anne Hathaway está simplesmente perfeita como Fantine. Seu "I Dreamed a Dream" fez com que eu começasse a ouvir os primeiros soluços na platéia. Surpresa foi Samantha Barks, uma ex-participante de um reality show de canto estreando no cinema, dando um show como Éponine, um personagem que poderia até ser antipático por formar um triângulo com os mocinhos, mas que consegue provocar a empatia do público. Interessante saber que, dentre as possíveis Éponine, chegaram a pensar em Lea Michelle de Glee, que iria se sair bem e Taylor Swift o que provou que Deus tem realmente piedade de nós e não permitiu isso.

No papel de Cosette, Amanda Seyfried, não chega a se destacar, embora o papel exija uma cantora que cante na região mais alta da escala.


No papel de Marius, um rapaz que tem a maior concentração de sardas por centímetro quadrado que já vi, mas que me surpreendeu quando começou a cantar. Logo vi que tinha treino sério. Fui pesquisar e descobri que Eddie Redmayne é cantor de musicais do West End e já ganhou diversos prêmios por isso. Meu ouvido não erra...


Confesso que achei estranho a repetição da dupla Helena Bonham Carter (se o personagem tem um cabelo desarrumado e é esquisito, ela é sempre lembrada) e Sacha Baron Cohen fazendo os papéis cômicos do casal Thénardiers. Isso me lembrou um pouco o "Sweeney Todd". Mas tenho que admitir: prefiro Baron Cohen em musicais do que fazendo essas comédias sem graça que ele faz.

Um detalhe, para quem gosta de musicais, é a presença de Colm Wilkinson, no pequeno papel do Bispo de Digne. E quem é Colm Wilkinson?? Simplesmente o maior intérprete de Jean Valjean que já existiu...



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 21h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

Vídeos da Encenação .

ENCENAÇÃO - OS VÍDEOS

 

Como eu havia prometido, aqui vai a íntegra da Encenação do dia 21/01/2013 que teve algumas falhas de encenação (como a não montagem das cortinas ao fundo da cena com os reis de Portugal), mas nada grave que atrapalhe ter uma idéia da grandiosidade da montagem. Tive que dividir em dois vídeos, devido ao tempo total. Sugiro fortemente que as pessoas reservem um tempo (uma hora e meia) para assistir tudo. Acredito que quem gosta de História, de teatro, de musicais e de montagens grandiosas irá apreciar bastante.

Fundação da Vila de São Vicente - O Musical (1ª Parte) from Mauricio Vilela on Vimeo.


Fundação da Vila de São Vicente - O Musical (2ª Parte) from Mauricio Vilela on Vimeo.



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 07h23
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

 Barnabé do Brejo

 

 

 BARNABÉ DO BREJO 

 

Lembram-se do Barnabé Binoto? Um cara muito doido que participou do Astros com umas músicas sobre bichos? Eu fiz a postagem dos vídeos da participação dele no programa, que são esses aqui.


O Danilo Peres, criador do personagem Barnabé e que, agora, se chama Barnabé do Brejo, ficou muito reconhecido pelo meu trabalho de divulgação e fez um agradecimento no Vlog dele. Assistam esse vídeo aqui:

 



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 15h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

Fundação de São Vicente - O Musical -

 

ENCENAÇÃO - 2013

 

Para quem não sabe, São Vicente foi a primeira vila a ser fundada no Brasil. Há 31 anos a cidade comemora seu aniversário com uma encenação dessa fundação, feita por Martin Afonso de Souza em 1532.

Como o tempo, essa encenação foi atraíndo mais público e passou a ser repetida vários dias. Atores famosos, geralmente globais, foram convidados para os principais papéis, o que atraiu ainda mais público.

O curioso dessa encenação é que ela é feita na praia, usando a areia como palco. Com isso, a Encenação de São Vicente já figura no Guinness Book of Records como o maior palco de areia do mundo.


Desde que mudei para São Vicente, tive a oportunidade de assistir a duas dessas encenações: em 2011 e, agora, em 2013. Foram duas abordagens totalmente diferentes. Enquanto em 2011 houve um foco na apresentação multimídia, com um telão ao fundo; contar a história de todos os habitantes da região ao longo do tempo, começando pelo povo dos Sambaquis (povo pré-histórico que foi dizimado pela chegada dos índios, vindos do Norte do continente) e participações estelares com Caco Ciocler como Martin Afonso, Elis Lucas (escolhida por um concurso com voto popular) como Anna Pimentel, Camila Morgado como Rainha de Portugal, Julio Rocha como Martin Afonso e Marissol Rocha como Bartira.

Já a montagem de 2013 teve roteiro, direção, letras de músicas e atuação, no papel de João Ramalho, do Secretário de Cultura de São Vicente. Não deixa de ser surpreendente. Que cidade pode dizer que tem um Secretário de Cultura capaz de interpretar, dirigir, escrever roteiro e letra de canção?


Em comparação, a montagem de 2013 foi muito mais humilde que a de 2011, sem o palco multimídia, sem os diversos anexos. Minha primeira impressão não foi muito boa: areia praticamente nua, somente com umas conchas gigantes do lado esquerdo e com uma convés de caravela do lado direito. Duas imensas torres com caixas de som não só não ficavam escondidas como apareciam no meio da areia. 

Em compensação, achei muito mais emocionante. Em 2011 fizeram um grande palco, que encobriu o mar. A chegada das naus de Martin Afonso foi feita por vídeo projetado no fundo. Esse ano, não pude deixar de me emocionar quando, para minha surpresa, uma nau portuguesa surgiu, vinda da região do Mar Pequeno e chegou diante da praia. Pelos comentários de alguns nativos, conclui que isso já era tradicional, foi em 2011 que fizeram diferente.


Com um pouco de pesquisa descobri que esse ano os custos foram bem mais baixos. Uma das explicações para isso foi dada em entrevista pelo novo Prefeito de São Vicente, Billi. Ele declarou que a nova administração não iria fazer o descalabro da administração anterior. Citou que a Encenação de 2012 custou 6,5 milhões, sendo que 5 milhões foram bancados pela Prefeitura. Em 2013 o custo foi de 1,5 milhão sendo que a Prefeitura não gastou nada. Tudo veio do governo do Estado ou da iniciativa privada.

Para quem não sabe, o prefeito anterior abandonou a Prefeitura, parando de pagar os funcionários e prestadores de serviço. Billi assumiu com a cidade repleta de lixo e os funcionários em greve. Rapidamente conseguiu acordos e está colocando a casa em ordem.

Durante a entrevista, Billi comentou que a Encenação desse ano não teria a indecência do ano anterior. Não sei se estava falando do ponto de vista econômico ou moral (Billi é evangélico). Isso explicaria a ausência das cenas picantes de 2011 nessa edição...


Esse ano, o foco foi mais a História e toda a Encenação foi transformada num musical, com música de Flávio Medeiros. As canções nem sempre foram maravilhosas, pois necessitavam contar uma narrativa, mas ocorreram vários momentos muito bons e a orquestração foi muito bem feita. Não houve, como em 2011, foco na seminudez de João Ramalho e Bartira (lembro que teve uma cena dos dois que até me surpreendeu que a entrada fosse livre...). Esse ano, Bartira estava até excessivamente vestida e João Ramalho, que é o Secretário de Cultura, nem poderia se dar ao desfrute de ficar seminu. Afinal, é uma autoridade!


Em compensação, houve um foco maior na vida dos índios, antes da chegada do homem branco, inclusive com a lenda da criação do mundo. Foi meio estranho ouvir, logo depois dos índios matarem e comerem dois guerreiros tupinambás, que o homem branco destruiu a rica cultura indígena. Achei que, logo após uma cena de antropofagia, a frase não caiu bem...


De novidade, tivemos a abertura com a presenca surpreendente de 3 tratores e com a música "Construção" que fala da vida dos moradores de São Vicente, do seu trabalho e da encenação.


Não deixa de ser emocionante ver a chegada de Martin Afonso, que desfila diante de todas as arquibancadas, sendo saudado pelo povo da cidade que ele fundou. Nesse momento, não sabíamos se estavam saudando o personagem ou o ator global...


Ponto interessante foi o momento em que Anna Pimentel, esposa de Martin Afonso, declara "Da América portuguesa serei a primeira mulher a governar" (Sorry, Dilma). Para quem não sabe, Anna Pimentel foi uma mulher à frente de seu tempo. Sabia ler e escrever, coisa rara para mulheres da época. Embora vivesse no Século 16, Anna foi nomeada por seu marido como sua procuradora, pois este precisava se dedicar a expulsar os franceses. Anna tornou-se, então, responsável por administrar a vila, o que fez por 10 anos. Nunca pisou em terras brasileiras. Porém, fez plantar laranjeiras, incentivou o cultivo do arroz e do trigo e à criação de gado, introduzindo a carne na alimentação das crianças e mandando para cá o primeiro gado vindo da Ilha de Cabo Verde.

Achei a música do casamento de Bartira com João Ramalho num estilo muito parecido com música gospel, mas foi bem cantada e o momento ficou bonito.


Desconfio que a produção teve problemas sérios de atraso. Assisti ao segundo dia ao vivo e estranhei a falta da Cruz se Malta nas velas. Pois, para minha surpresa, no dia seguinte, ao ver pela TV, a Cruz estava lá. Só conseguiram colocar o emblema no terceiro dia...


Por outro lado, no terceiro dia, os figurantes não conseguiram montar a tempo as cortinas que serviriam de fundo para a cena com os reis de Portugal. Foi uma pena. O vento ficou levantando a saia da Rainha...

 

Com mais de 800 atores e figurantes, inclusive crianças e pessoas com mais de 90 anos, a montagem desse ano contou com a colaboração de diversos grupos de fora de São Vicente, incluíndo grupos de Santos, Praia Grande e Cubatão. Pelo que pude constatar, Amauri Alves tem um trânsito muito fácil entre os diversos grupos artísticos da Baixada. Dentre os grupos participantes, cito:

Companhia Tartufos Cênicos (como os porta-bandeiras)
Companhia de Dança Criarte
Companhia de Dança Lailton Reis
Balé Afro de São Vicente
Quadrilha Junina da Tia Bola
Quadrilha Junina da Tia Valdelice
Companhia de Dança da Banda Sinfônica de Cubatão
Companhia Aroeiras do Brasil de Praia Grande
Teatro do Caos de Cubatão
Companhia Cenicomania
Companhia Pernilongos Insolentes

Consegui pegar muitos nomes de atores através do vídeo que gravei da TV (e pretendo disponibilizar na Web). Peço desculpas a algum deles, caso o nome não esteja grafado corretamente.

Lourimar Vieira - Don Martinho, arcebispo de Portugal
Carolina Ribeiro - Anna Pimentel
Tamires Ohana - Bartira
Fabiano Di Melo - Pajé
Rashid Derze - Don João III
Fabiana Laurent - Dona Catarina d'Áustria
Jair Moreira - Amanajé
Luc Shelton - Índio Mensageiro
Anguaí Gomes - Cacique Tupinambá
Erica Alves - Amiga da Bartira
Simone Ancelmo - Cantora dos tratores
Tony Lamers - Cantor dos tratores
André Nogueira - Cantor dos tratores
William Sposito - Padre Gonçalo Monteiro
Márcio de Souza - Gil Vicente
Danilo Nunes - "Bacharel" Cosme Fernandes de Cananéia
André Nogueira - Cacique Tibiriçá
Juliana Murari - Sereia
Juliana Rossi - Sereia
Carol Antunes - Sereia
Leonardo Dias Alves - Marinheiro Narrador
Giba Maranhão - Marinheiro Narrador
Hélio Cícero - Marinheiro Narrador
Beto Vieira - Pedro de Goes
Amauri Alves - João Ramalho
Cláudio Fontana - Pero Lopes
Carlos Casagrande - Martin Afonso de Souza

 


Amauri Alves, responsável pela concepção, direção e papel de João Ramalho, saúda o público.

 

 



Categoria: Eventos
Escrito por Mau_Mau às 12h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 Série de TV -

ALLY McBEAL

Há tempos que queria fazer um post sobre essa série. Não só porque eu gostava dela, mas porque tem tudo a ver com esse Blog. Embora tenha sido uma série sobre advogados, a música tinha uma importância vital para os episódios.


"Ally McBeal" foi uma série exibida no canal Fox entre 1997 e 2002, ganhadora de diversos Emmys e Globo de Ouro. Misturando comédia e drama, a série conseguia agradar em vários níveis. Calista Flockhart, apesar do nome, não faz o papel de uma podóloga, mas de uma advogada de Boston que trabalha num escritório cheio de pessoas estranhas e curiosas. Mas, sem dúvida, a mais estranha e curiosa é a própria Ally, que tem seu mundo interior (mental), muitas vezes, transformado em mundo real. Por exemplo: ao se sentir diminuída, numa situação humilhante, vemos Ally ficar minúscula e se esconder atrás de um pé de cadeira; ao ficar furiosa, sua cabeça explode; ao ver algum homem que a atrai, uma lingua imensa se projeta de sua boca, em direção ao homem. É claro que essas coisas não ocorrem de verdade, mas vemos o que ela sente como se realmente ocorresse. Isso sem contar as "alucinações" que Ally sofre vendo bebês dançantes, unicórnios, cupidos, etc. Toda essas alucinações têm um motivo, que Ally precisa descobrir.


O enredo principal mostra como Ally tem que lidar com o fato de ter ido trabalhar justamente num escritório onde Billy, seu amor da infância e adolescência, trabalha, agora já casado com Georgia, outra advogada. A partir daí, uma sucessão de "encontros" e namoros, alguns bons outros catastróficos, vão ocorrendo na busca de Ally pela felicidade. A série foi criticada pelas feministas ao mostrar uma advogada de sucesso cujo objetivo principal na vida parece ser encontrar o homem ideal. Nada mais "cara" dos anos 90, onde muitas mulheres americanas repensaram suas carreiras em favor de uma vida como mães e esposas, mas as feministas não perdoaram.

Paralelamente a esse drama pessoal, temos os casos que os advogados da firma onde Ally trabalha devem defender, sempre curiosos e inusitados. Assim temos o homem que se dizia Papai Noel sendo processado, o menino com câncer terminal que resolve processar Deus (um dos episódios mais tristes), a idosa, restrita ao leito, que pede para ser induzida ao sono pois, quando sonha, tem uma vida maravilhosa onde é casada, com filhos e sua vida real é só solidão, a mulher que processa um colega por assédio sexual por sabe que ele tinha pensamentos eróticos com ela, embora nunca tivesse dito nada, etc.

Mas talvez o episódio mais triste foi o de final de ano de 2001. Os EUA haviam sido alvo do atentado às torres gêmeas e os autores queriam fazer uma homenagem aos bombeiros e policiais que morreram no cumprimento do dever. Como a série se passa em Boston e não em NY, eles fizeram um episódio onde teria ocorrido um grande incêndio com morte de vários policiais e bombeiros. Não se entra em detalhes sobre a tragédia, mas todos na série se referem a ela com respeito. No Natal, a Prefeitura de Boston decide suspender o desfile de Natal por considerar que seria um desrespeito aos mortos. Um homem vai à Justiça para que o desfile de Natal não fosse suspenso dizendo que é justamente em momentos como esses que nós precisamos do espírito de Natal. Ele acaba ganhando e o desfile é feito, em silêncio, com toda a população assistindo em reverência. Uma das coisas mais tocantes que já vi numa série. Via-se nos rostos dos atores e figurantes a emoção pois aquela homenagem não era fantasia, mas real.


A firma é formada por dois sócios: John Cage, o brilhante e esquisito, baixinho e inseguro com mulheres, colega de Ally na faculdade; e Richard Fish, o machista e arrogante, que só vê a parte financeira dos casos. Fish cria uma série de frases daquilo que ele chama de "fishismo", uma filosofia machista e hedonista, com frases como estas:

"Helping others is never more beneficial than when it's in your own self-interest."

"You're not who you are, you're only what other people think you are." 

"Make enough money, and everything else will follow."

"Never trust second thoughts. Next thing you know there'll be a third and a fourth...you'll be thinking forever!"

"Sex for men: when it's right, it's right; when it's wrong, it's still right."

Na terceira temporada, a série perder audiência, ocorrendo uma melhora na quarta temporada, com a entrada de Robert Downey Jr., mas o persoagem teve que ser retirado da série, devido aos problemas do ator com as drogas. A série tem a honra de ter lançado à fama, Lucy Liu, assim como Portia De Rossi (atual Sra. Ellen De Generes). Talvez seguindo o machismo de Richard Fish, um dos sócios da firma, a série sempre foi pródiga em mulheres bonitas. Homens bonitos só apareciam esporadicamente para namorar Ally. Só nas últimas duas temporadas colocaram alguns advogados bonitos na firma, talvez tentando atrair um público maior.

Criada por David E. Kelley, essa série era meio "irmã" de outra série dele sobre advogados (The Practice) onde os julgamentos envolviam crimes mais sérios e a série não tinha humor. No final da primeira temporada, Kelley junta os personagens das duas séries, num episódio duplo.


Cada episódio é recheado de canções, quase sempre interpretadas por uma cantora (que fazia o papel da cantora do bar que ficava embaixo do prédio do escritório) chamada Vonda Shepard, desconhecida até aquela época. Fiquei fã dessa cantora e acabei adquirindo todos os CDs que ela lançou com músicas dessa série. Os temos das canções sempre tinha a ver com o assunto daquele episódio e Vonda fazia interpretações pessoais dessas canções. Mas a série também contou com participações especiais de peso, tais como  Barry White, Sting, Elton John, Al Green, Mariah Carey, Whitney Houston, Anastacia, Bon Jovi (também atuando em muitos episódios, como um dos namorados de Ally), Tina Turner, Barry Manilow, mas outro mérito da série, foi lançar para o mundo, o cantor Josh Groban, que aparece em dois episódios onde não só canta como atua (até que bem). Foi nessa série que conheci o trabalho de Josh.


Não tenho o costume de ficar lendo tudo que sai sobre uma série como alguns fãs fazem. Por isso, não sabia que a série iria acabar e, quando assisti ao último episódio, foi como se perdesse alguém da minha família. Durante anos, toda semana, esses personagens que parecia tão doidos e esquisitos, mas que tinham tanta humanidade, entravam na minha casa e me faziam rir e chorar.

Infelizmente a Fox tem uma política muito rígida e é praticamente impossível achar vídeos originas da série no Youtube. O que tem apresenta uma imagem sofrível. A série já foi totalmente lançada em DVDs. Quem não conhece e ficou curioso, pode adquirir. Quem era fã como eu, pode matar saudades.



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 21h29
[   ] [ envie esta mensagem ]




Cloud Atlas

 

A VIAGEM (CLOUD ATLAS)

 

É praticamente impossível fazer qualquer comentário sobre esse filme sem correr o risco de praticar "spoiling", o que eu detesto. Tentarei comentar o melhor possível sem estragar o prazer (ou não, como diria Caetano) de quem ainda irá assistir.


Esse filme me chamou atenção há alguns meses pelo nome, igual ao da novela de temática espírita de Ivani Ribeiro. Assisti ao trailler e tive a impressão de que o filme tinha uma temática reencarnacionista, com os mesmos atores fazendo personagens diferentes em estórias em várias épocas. Confesso que estranhei uma superprodução com esse tipo de temática. Por isso estava curioso para assistir.

Então, vamos por partes. Primeiro, a decisão dos distribuidores brasileiros de "traduzir" Cloud Atlas (o nome do sexteto de um músico do filme) para "A Viagem" é, no mínimo, oportunista para não dizer desonesta. Obviamente, diante do sucesso de alguns filmes espíritas, acharam que colocando um nome que remetesse à novela serviria de chamariz. Então, para começar, esqueçam o nome brasileiro e pensem que o filme se chama "Cloud Atlas". Assim não ficarão decepcionados.

Segundo, um conselho para quem for assistir: Keep Calm e dê tempo ao tempo. Quando o filme começa, a gente pensa que nunca irá entender nada daquilo. Impressionantemente tudo se encaixa, particularmente nos 30 minutos finais do filme. Isso mesmo. A gente passa boa parte do filme boiando!

O filme adapta para a tela o romance homônimo de David Mitchell. Os irmãos Andy e Lana Wachowski (Matrix) e o alemão Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra, Trama Internacional) assinam a direção.

Sempre admirei diretores que conseguem fazer filmes que avançam e recuam no tempo sem que a gente perca o fio da meada. Quando o filme terminou me senti como se eu tivesse admirado algum malabarista que usasse 2 bolinhas e, de repente, conheci um que fazia malabarismo com 6 bolas.

O filme se passa em 6 épocas diferentes, duas delas no futuro. Os atores fazem diversos personagens ao longo dessas épocas, mas cuidado! Você só reconhecerá 1/3 desses personagens. No início dos créditos, um aviso pede para que ninguém saia (aviso solenemente ignorado por quase todos no cinema em que fui) para ver quem faz cada personagem. É aí que descobrimos que vários atores aparecem em papéis femininos, várias atrizes em papéis masculinos e que Tom Hanks só não fez papel de um dos cavalos...

No elenco estão Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant, Susan Sarandon, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Ben Whishaw, Keith David, David Gyasi, Zhou Xun e Doona Bae. Todos eles trocam de personagens, sexo e etnias diversas vezes ao longo do filme.

O filme é, antes de tudo, uma discussão filosófica sobre pessoas colocadas em situações onde podem "fazer a coisa certa", mesmo que isso signifique se opor a uma ideia generalizada da sua época.

Agora, a pergunta: É um filme espírita ou reencarnacionista? A resposta pode surpreender: Depende!. O filme aceita diversas leituras, inclusive a reencarnacionista, mas não obrigatoriamente. Na verdade, minha leitura é que o filme é uma alegoria religiosa, inclusive com o sacrifício de um "messias" que traz mensagens que libertam um povo de sua opressão. Mas haverá quem terá leitura exatamente oposta.

Talvez a frase mais importante do filme seja: “Nossas vidas não nos pertencem. Somos ligados uns aos outros no passado, presente e futuro”. Não vou dizer quem a diz.

Por fim, é o tipo de filme bastante arriscado. Pode se tornar um sucesso, com legiões de fãs ou ser um imenso fracasso se o público não conseguir compreender a trama. Só o tempo dirá.



Categoria: Pensamentos
Escrito por Mau_Mau às 20h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

Sanfona

 

SANFONA É INSTRUMENTO DE POBRE?

Sei que muita gente, particularmente aqui do Sul Maravilha, costuma torcer o nariz para músicas com sanfona.

Já tive a oportunidade de postar aqui um arranjo de Sivuca para "Feira de Mangaio" onde os instrumentos tradicionais do Nordeste são misturados à orquestra tradicional, com efeitos maravilhosos.

Recentemente, recebi uma indicação desse vídeo, muito bom, embora a música seja cortada no final. Para tentar desfazer o preconceito, estou postando aqui.



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 14h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




Dan Barros

DAN BARROS

 

Repostando os vídeos que tirei pensando que tinham sido a causa do problema de acesso ao Blog, aqui está o vídeo da nova música do Dan Barros, que participou da segunda temporada do Ídolos no SBT, em 2007.


 

 



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 20h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




Soul Pixaim

SOUL PIXAIM

 

Eu já havia divulgado esse vídeo, mas como parei de conseguir acessar o site justamente após a postagem desse e do vídeo do Dan Barros, eu acabei deletando os dois, na tentativa de resolver o problema, sem resultados.

Para quem acompanhava o programa Astros deve se lembrar que Soul Pixaim foi finalista numa das temporadas. Aqui está um vídeo de um lançamento recentes dele.

Assistam e comentem!!

 



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 20h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




Voltei!!

APÓS LONGO E TENEBROSO INVERNO...

 

Para quem estranhou que eu tenha sumido completamente do Blog, uma explicação. Por um motivo que não se explicou, quem tem Virtua em parte da Baixada Santista, não conseguia acessar não só meu Blog, mas vários outros sites.

Depois de achar que eu estava com problema com o Browser, testar em três diferentes, sem resultado; achar que estava com problema no computador, checar e descobrir que algumas pessoas acessavam e outras não (as que moram em Santos, São Vicente, etc) acabei chamando um técnico da NET que fez cara de "meu Deus que isso" e acabou abrindo uma ordem de serviço para que o setor de engenharia da NET descubrisse o que acontecia, já que parece que fui eu quem descobriu a falha.

Hoje, finalmente, consegui voltar a acessar o Blog e pretendo retomar o trabalho. Agradeço a compreensão.



Escrito por Mau_Mau às 20h29
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

Inesperado

RAPHAEL MENA FAZ PARTICIPAÇÃO EM CANÇÃO DE DUPLA EVERTON & RENAN

Para quem quer conhecer um pouco mais do trabalho do cantor Raphael Mena, aqui vai um vídeo novinho onde ele faz uma participação especial na música "Inesperado" da dupla Everton & Renan.



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 17h49
[   ] [ envie esta mensagem ]





 

Novos vídeos

NOVOS VÍDEOS

 

Crianças do meu Brasil varonil!! Por absoluta falta do que fazer, estou de volta para postar alguns vídeos aqui. Isso se essa porcaria de blog do UOL me permitir, pois nunca vi algo tão ruim, ultrapassado e sem assistência. Ambos os vídeos foram capturados por mim a pedido dos cantores.


O primeiro traz o Wander Peixoto, cantor e compositor que já participou do PRG e do Astros e que teve uma composição sua cantada por Flávio Venturini na abertura da novela "Vestido de Noiva" no SBT. Ele participou do programa "Todo Seu" de Ronnie Von e apresentou seu mais novo CD. 



Já o outro vídeo traz o cantor country Raphael Mena, talvez o maior fã brasileiro de Shania Twain, cantando "Backwards" do grupo Rascal Flats no programa da Danny Pink da Rede Vida.



Bem, espero que tenham gostado dos vídeos. Caso positivo, não esqueçam de ir na página do Youtube e curtir o vídeo, o que ajuda na divulgação dos artistas.

 

 



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 11h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

E a vida ainda continua...

 

ENQUANTO ISSO...

Uma amiga ontem me disse que eu tinha sido duro com o filme "E a Vida Continua...", que ela nem iria assistir, se eu estava bravo quando escrevi, etc. Bem, fui ver o que os críticos profissionais escreveram sobre o filme e acho que eu fui até bonzinho. Vamos lá:

Crítica "boazinha" onde se diz que o filme tem várias falhas, mas que é bom:

http://blogs.diariodonordeste.com.br/blogdecinema/criticas-de-filmes/e-a-vida-continua-critica-o-caminho-para-o-nosso-lar/

Esse crítico, apela para a ironia e diz que o filme é uma comédia trash genial, sendo que ele está cansado de saber que o filme foi levado à sério:

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/09/14/critica-e-a-vida-continua/

Esse faz uma crítica mais coerente e ressalta a péssima atuação de um dos atores (o que concordo) e um problema no som que eu também notei (passei o filme inteiro pensando que não podia deixar de falar do som e esqueci):

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-210259/criticas-adorocinema/

Outra crítica, com destaque para a questão do som:

http://www.cinepipocacult.com.br/2012/09/e-vida-continua.html

Aqui, temos uma crítica bastanta implacável e, aparentemente, feita por alguém que conhece o livro:

http://www.cinema.com.br/filmes/e-a-vida-continua.html

Crítica bastante dura e que faz a minha parecer um elogio:

http://www.cineclick.com.br/criticas/ficha/filme/e-a-vida-continua-2012/id/3025



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 20h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




 
 

E a Vida Continua...

 

 

E A VIDA CONTINUA...

Como de hábito, comentarei sobre o filme, recém lançado "E a Vida Continua...", que assisti no dia de sua estréia nacional, em 14/09/2012. Porém antes de comentar o filme em si, gostaria de levantar algumas questões.

Qual o objetivo de um filme dito "espírita"? Divulgar os princípios da Doutrina Espírita? Entreter as pessoas que já são espíritas? Ambas as coisas? Um filme espírita deve explicar didaticamente o que está mostrando? Ou levantar dúvidas que o espectador poderá depois esclarecer de outras formas? O filme espírita deve tentar convencer o público de que o Espiritismo está certo? Ou só apresentar uma história para quem já está convencido?


Creio que essas perguntas devem ser respondidas pelos produtores ANTES de se iniciar a criação do roteiro. Em "Chico Xavier", de longe o melhor filme desse gênero jamais feito, o roteirista assume uma visão distanciada, optando por relatar a vida do médium sem assumir um lado. Os únicos espíritos que aparecem no filme são a mãe de Chico, em cenas que lembram muito os diálogos de Zezé com o seu pé de laranja-lima, e Emmanuel, que muitos psicólogos poderiam dizer que se trata do SuperEgo de Chico. As centenas de outros espíritos com os quais Chico manteve contato foram omitidos, numa narrativa distanciada do conteúdo panfletário ou religioso. O filme acabou sendo um sucesso entre espíritas, não espíritas, ateus, etc.


Já em "Nosso Lar", a opção foi radicalmente oposta. O filme tem poucos trechos voltados aos leigos, o que o tornou um filme ideal para o espírita e para o descrente, que pode assistí-lo como assiste a "Harry Potter" sem acreditar em bruxaria ou a "Crepúsculo" sem acreditar em vampiros.

Dois outros filmes da safra fizeram menos sucesso. "As mães de Chico Xavier" parece ter sido voltado para as pessoas que perderam algum ente querido e procuram, na crença da sobrevivência da alma, um consolo. Se obtiveram esse consolo assistindo ao filme, cabe a elas responder. "O Filme dos Espíritos" assume seu caráter claramente didático visando ensinar, por meio de pequenas estórias, os princípios básicos da Doutrina Espírita. Talvez por isso, falte ao filme um toque de humor, o que lhe deu um ar sombrio.


Dito isso, vamos a "E a Vida Continua...". Para quem não sabe, trata-se do último livro de André Luiz e o único da série - excetuando os livros doutrinários como "Agenda Cristã" - que não é escrito na primeira pessoa, mas como um romance sem a participação do autor. Seu objetivo parece ter sido resumir, em uma história romântica, os ensinamentos que André obteve ao longo dos outros livros. Muito eficiente nesse sentido.

Ao ser anunciada a realização do filme, minha maior preocupação era com o modo como seria resumido algo que, em si, já é um resumo. Nesse sentido, posso dizer que não fiquei decepcionado. O roteiro soube adaptar bem o conteúdo do livro, dentro das limitações que todo filme adaptado de livro tem.

Porém, infelizmente, só este aspecto me agradou. De todos os filmes espíritas que já assisti, esse só não é o pior, pois "Bezerra de Menezes" assume a liderança disparada, sendo um filme que praticamente insultou a história desse grande nome da medicina, da política e do movimento espírita brasileiros.


A direção, a cargo do ator Paulo Figueiredo, chega a impressionar em certos momentos devido ao amadorismo. Cortes abruptos de uma cena para outra;  opção por colocação de legenda descrevendo em que local os personagens estão, quando uma simples cena de chegada já serviria; uma cena inicial que está entre as cenas iniciais mais sem graça que já vi, mais parecendo um começo de capítulo de novela; supercloses de atores sem um motivo aparente; tudo cheirando a filme feito em casa. Figueiredo também assina o roteiro, provando que deveria se dedicar a isso e não à direção. Não é sua estréia na direção, já tendo dirigido novelas e especiais na TV, tornando as falhas mais graves.


O elenco conta com alguns grandes nomes, mesclado a atores menos conhecidos. Essa heterogeneidade acaba levando a uma oscilação na qualidade das interpretações. Destaque para Ana Rosa, numa personagem inexistente no livro, criada para adicionar diálogos necessários e para Ana Lúcia Torre (que marcou o público com a personagem Verbena, recentemente), que numa única cena, consegue emocionar.


Achei a escolha de Lima Duarte para o papel do instrutor Ribas, no mundo espiritual, bastante questionável. Lima tem marcado sua imagem com personagens fortes e vilões na telinha. Sob a direção de Figueiredo, ele não consegue se desvincular dessa imagem e passa um ar bastante duro. Numa cena, ao criticar o modo como Evelina não parecia ter internalizado suas crenças religiosas, chega a elevar a voz para ela. Quem já leu todos os livros de André Luiz, como eu, sabe que NENHUM instrutor agiria assim.


A escolha de um Hotel-fazenda para praticamente todas as cenas, deu um ar de produção de baixo orçamento (o que realmente é, mas poderia ser disfarçado) ao filme. Não é à toa que praticamente todas as críticas especializadas iniciam com o termo "produção de baixo orçamento"...


Finalmente chegamos às minhas perguntas iniciais. A quem se destina "E a Vida Continua..."? Se for aos espíritas, a leitura do livro original é bem mais instrutiva e interessante. Se for aos leigos, faltou ao filme um atrativo maior, uma narrativa mais dramática e interessante. Creio que muitos leigos irão sair do filme dizendo que ele é chato e com um didatismo que ninguém quer quando vai ao cinema. Se o objetivo é entreter os já espíritas, teria sido melhor filmar um romance com enredo reencarnacionista do que tentar ensinar Espiritismo em 90 minutos de filme...

Para os meus confrades que discordem, achando que eu não deveria ser tão duro com um filme espírita, porque o que importa é a intenção, etc. digo que, assim como essa enxurrada de romancezinhos pseudo-psicografados, que mais atrapalham do que ajudam na divulgação dos verdadeiros princípios da doutrina, os filmes são cartões de visita do Espiritismo; o primeiro contato do leigo com a doutrina; e que devem ser muito bem pensados para não afastar mais do que atrair as pessoas. Fui no primeiro dia, num cinema de Santos - uma cidade famosa por ter inúmeros centros espíritas - e tinha meia dúzia de pessoas na sessão. Será que o público, inclusive os espíritas, não está se cansando desse gênero de filme, sem inovações?



Categoria: Músicas, CDs e Videos
Escrito por Mau_Mau às 19h43
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Música, Arte e cultura
MSN - Mau_Mau1961@hotmail
Histórico
  01/10/2013 a 31/10/2013
  01/02/2013 a 28/02/2013
  01/01/2013 a 31/01/2013
  01/12/2012 a 31/12/2012
  01/09/2012 a 30/09/2012
  01/08/2012 a 31/08/2012
  01/07/2012 a 31/07/2012
  01/02/2012 a 29/02/2012
  01/01/2012 a 31/01/2012
  01/12/2011 a 31/12/2011
  01/11/2011 a 30/11/2011
  01/10/2011 a 31/10/2011
  01/09/2011 a 30/09/2011
  01/08/2011 a 31/08/2011
  01/07/2011 a 31/07/2011
  01/06/2011 a 30/06/2011
  01/05/2011 a 31/05/2011
  01/04/2011 a 30/04/2011
  01/03/2011 a 31/03/2011
  01/02/2011 a 28/02/2011
  01/01/2011 a 31/01/2011
  01/12/2010 a 31/12/2010
  01/11/2010 a 30/11/2010
  01/10/2010 a 31/10/2010
  01/09/2010 a 30/09/2010
  01/08/2010 a 31/08/2010
  01/07/2010 a 31/07/2010
  01/06/2010 a 30/06/2010
  01/05/2010 a 31/05/2010
  01/04/2010 a 30/04/2010
  01/03/2010 a 31/03/2010
  01/02/2010 a 28/02/2010
  01/01/2010 a 31/01/2010
  01/12/2009 a 31/12/2009
  01/11/2009 a 30/11/2009
  01/10/2009 a 31/10/2009
  01/09/2009 a 30/09/2009
  01/08/2009 a 31/08/2009
  01/07/2009 a 31/07/2009
  01/06/2009 a 30/06/2009
  01/05/2009 a 31/05/2009
  01/04/2009 a 30/04/2009
  01/03/2009 a 31/03/2009
  01/02/2009 a 28/02/2009
  01/01/2009 a 31/01/2009
  01/12/2008 a 31/12/2008
  01/11/2008 a 30/11/2008
  01/10/2008 a 31/10/2008
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/01/2008 a 31/01/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004


Categorias
  Todas as Categorias
  Televisão
  Eventos
  Pensamentos
  Blog Comunitário (Convidado)
  Músicas, CDs e Videos
Outros sites
  Meu Outro Blog "Nossos comerciais, por favor"
  Blog Litoral Santista
  Comunidade "Viciados no Blog do Mau_Mau" no Orkut
  Blog do Marcos (MP3 e Videos dos JT)
  Canal Vip
  Site da Pat Haddad
  Novo Site do Raphael Lopes
  Flog do cantor Raphael Lopes.
  Blog do Marcilio (com videos e MP3)
  Fotolog do Alcoro
  Site sobre Shirley Carvalho
Votação
  Dê uma nota para meu blog